Consumo e a construção da identidade juvenil

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Consumo e a construção da identidade juvenil

O QUE É SER JOVEM

Uma das características da sociedade humana é a neotenia, ou seja, a valorização e a busca de ser jovem ou pelo menos manter algumas características que possam nos identificar como, mesmo que seja no espírito. Historicamente, fomos um povo jovem durante muito tempo devido, em parte, pelas condições insalubres que vivíamos.Contudo, a máxima de nosso aspectos neotênicos foi através do de um grande invento do século XX: a adolescência enquanto classe com seus direitos, anseios e crises que capturaram os olhares e os saberes. Mesmo havendo esta busca de produção de conhecimento sobre a juventude em virtudes dos nosso olhares cativados como se fossemos Narciso deliciando-se com sua beleza em um lago límpido; há umadificuldade de

conceituação e delimitação sobre o que seja ser adolescente e/ou jovem. Até mesmo porque ao mesmo tempo ser jovem significa não estar em seu pleno vigor, então como falar de algo que não está pronto? Ao verificarmos no dicionário de língua portuguesa, observamos que as definições apresentadas

possuem a mesma dificuldade de conceituar e refletem as representações encontradas sejam emtrabalhos científicos ou uma reunião de pais.

adolescência. Sf. O período da vida humana que sucede à infância, começa com a puberdade, e se caracteriza por uma série de mudanças corporais e psicológicas (estende-se aproximadamente dos 12 aos 20 anos) juventude. Sf. 1. Idade moça; mocidade, adolescência. mocidade. Sf. 1. O período da vida do homem entre a infância e a idade madura; juventude. 2.A gente moça; os moços. 3. O viço; o frescor próprios dos poucos anos. 4. Fig. Irreflexão; estouvamento, imprudência.

Em nossa análise não nos apegamos a um termo específico e os utilizaremos de acordo com a melhor sonoridade para as questões propostas. Sendo que temos como pano de fundo a etimologia de que adolescer vem do verbo ‘adolescerê’, que significa brotar, fazer-se grande. Realidadeposta quando tentamos caracterizar esta fase, pois tudo que se relaciona ao jovem é superlativo. Uma grandiosidade que foi capturada pelo mercado de consumo e sobra a qual tentaremos nos debruçar.

ADOLESCER, CONSUMIR E SER

A lógica mercantilista é atravessada pela concepção de classes distintas que buscam modelos de referências embasadoras da identidade do sujeito. Portanto, buscamos serúnicos e especiais ao comprar um determinado produto mas nos tornamos semelhantes ao sermos vistos como um segmento. Sempre houve jovens no mundo, contudo esta concepção como classe iniciou-se nas sociedades industrializadas pela necessidade de maior

preparação para o mercado de trabalho. Com a reformulação dos papéis sociais as produções teóricas que tentam dar conta da inserção do adolescenteneste contexto legitima o seu aspecto transitório e desenvolvimentista do ser humano. Classificações que não conseguem oferecer uma imagem abrangente das varáveis existentes no grupo e muito menos, como modelo unitário. Em contrapartida, a pluralidade de ser adolescente permite ao mercado oferecer uma gama de produtos que dêem conta desta diversidade e reconhece a juventude como um estado próprio quemerece ter revistas, filmes, roupas, ou seja, objetos que retratam como se deveria ser, seus humores e os artigos de desejo da semana. Uma volatilidade assegurada pelos meios acadêmicos e representada nas nossas práticas cotidianas através de falas como:

“Adolescente cada dia está de um jeito!”; “jovem não sabe o que quer, cada dia quer algo diferente”; “são os hormônios”; “é aaborrescência”. Em um misto de horror e inveja cultuamos os jovens. Culto este que começou após a Segunda Guerra Mundial, nos E.U.A. e ganhou o mundo. Neste período, houve um alto índice de natalidade e estes bebês quando tornaram-se jovens foram um fenômeno econômico pelo seu poder de consumo e por serem muitos, segundo Schirrmacher em entrevista à revista Veja (2004). Como referência de consumo, os jovens...
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