Diversidade escolar

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TÍTULO: PROMOVENDO A DIVERSIDADE TEXTUAL EM SALA DE AULA AUTORES: Telma Ferraz Leal – tfleal@terra.com.br, Gilda Lisbôa Guimarães – Gilda@hotlink.com.br, Leila Nascimento da Silva – lewa10@bol.com.br INSTITUIÇÃO: Universidade Federal de Pernambuco ÁREA TEMÁTICA: educação O presente trabalho faz parte de um Projeto de Extensão e Pesquisa, intitulado "A Formação Continuada de Professores e oProcesso de Produção de Texto na Escola". Embora este projeto tenha começado a ser desenvolvido em 2000, faremos, nesse momento, algumas reflexões sobre os resultados parciais no ano de 2001. Temos como objetivo específico deste subprojeto verificar se a formação continuada provocou mudanças quanto à seleção dos gêneros textuais a serem trabalhados com os alunos. Objetivamos, também, investigar quaisforam os gêneros textuais mais utilizados nas aulas no decorrer dessa formação e se, na condução de aulas sobre produção de textos, as professoras delimitaram claramente tais gêneros. Referencial Teórico Somente o ser humano é capaz de comunicar-se através de uma língua. Partindo disto, encaramos a atividade verbal como uma atividade essencialmente humana que se passa até certo nível mediante ossignos de uma língua, movidas por intenções internas e externas. Os indivíduos, então, procurariam estabelecer, através da linguagem, uma relação dialógica com o outro. Como bem comenta Bakhtin (1997, p. 317): "(...) Nosso próprio pensamento... nasce e forma-se em interação e em luta com o pensamento alheio, o que não pode deixar de refletir nas formas de expressão verbal do nosso pensamento." Opapel do "outro" nesse movimento é bastante significativo, uma vez que este não fica estático, mas interage com o falante/e ou produtor, na busca não apenas de captar os conteúdos tratados, mas de reconstruir o sentido do discurso emitido e descobrir seu objetivo. Compreendemos, desta forma, que a língua não pode ser concebida como um simples código, com função puramente informativa. A concepção delíngua presente neste artigo perpassa a acima mencionada e se apóia na concepção sócio-interacionista (Koch, 2002), que entende a língua como algo produzido/construído socialmente entre sujeitos ativos e inseridos em situações de interação.

Considerando o que foi discutido, percebemos a necessidade de um ensino de língua que esteja de acordo com o contexto no qual estão inseridos os indivíduospresentes no processo ensino-aprendizagem em evidência. Não se deve artificializar o contato desses indivíduos com sua língua materna. Ao contrário, a escola deve procurar envolver seus alunos em situações concretas de uso da língua, de modo que consigam, de forma criativa e consciente, escolher meios adequados aos fins que se deseja alcançar. Pois, como bem afirma Schneuwly e Dolz (1999), a escolaé sim um lugar original de comunicação. Dentro dessa perspectiva do ensino de língua, tomamos como base o conceito de texto defendido por Koch: "manifestação verbal de elementos lingüísticos selecionados e ordenados pelos falantes, durante a atividade verbal, de modo a permitir aos parceiros, na interação, não apenas a depreensão de conteúdos semânticos, em decorrência da ativação de processos eestratégias de ordem cognitiva, como também a interação(ou atuação) de acordo com práticas socioculturais." (1997, p. 22) Então, o texto, seguindo a idéia expressa acima, não pode ser considerado como algo acabado e independente do contexto que é gerado. Mussalim e Bentes (2001) discutem que é no ato de produzir um texto que os falantes buscam entender seus objetivos, sempre reconhecendo ascondições em que atividade de produção textual está sendo desenvolvida. O texto passa, assim, "a ser abordado no seu próprio processo de planejamento, verbalização e construção." (koch,1997, p.21). Para o leitor ouvinte, apenas conhecer o código não será suficiente. A compreensão real do texto (a busca pelo sentido) só será alcançada através da interação textos-sujeitos, não sendo algo que exista fora...
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