Estrategia para formar iglesias

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Estratégias de plantio de igreja – Parte Um
Dom, 05 de Outubro de 2008 13:54 Ronaldo Lidório Acessos: 961

Creio que as estratégias de evangelismo e plantio de igrejas devem ser construídas de acordo com os fundamentos missiológicos numa perspectiva bíblica, contextualizada e aplicável, portanto deveremos aqui nos reportar aos primeiros capítulos deste livro a procura de validação paracada estratégia mencionada. Michael Green[1] defende que as estratégias evangelizadoras no primeiro século eram claras, simples, envolventes e comunitárias. Ou seja, não eram complexas demais para serem reproduzidas apenas por um grupo restrito. Não eram obscuras, impedindo assim que sua compreensão escapasse da compreensão do povo. Não eram elitizadas pois poderiam ser viabilizadas por todo crenteem sua área de vivência.

As estratégias são formas através das quais aplicamos um princípio. O princípio da evangelização bíblica, cristocêntrica, mandatária e transformadora se utilizará de diferentes formas em diferentes contextos para que seja compreendida de maneira inteligível e relevante.

Na década de 50, com a invasão comunista na China, os poucos missionários protestantes foramforçados a deixar o país[2]. Proclamou-se naqueles anos a morte da Igreja Chinesa que contava com poucas centenas de convertidos maduros que, por sua vez, sofriam forte perseguição. A adoração pública a Deus foi tolhida, a evangelização e testemunho pessoal do evangelho proibido, as reuniões perseguidas. Os programas de treinamento de líderes locais desapareceram juntamente com as organizaçõesmissionárias nestes primeiros anos. A Igreja Chinesa, porém, passou a utilizar ambientes menos públicos para se reunir, em grupos pequenos, transmitindo a mensagem a partir de relacionamentos sempre individuais, enfatizou a teologia bíblica que expõe o sofrimento necessário e produtivo dos santos e valorizou a Palavra que, contrabandeada, chegava aos lugares mais distantes. Este pacote de aplicativosseriam a estratégias utilizadas e podemos usá-las de forma intencional ou não. As mesmas sempre variam de lugar para lugar, tempo para tempo, de circunstancia para circunstancia. Desejar uniformizar as estratégias evangelísticas e de plantio de igrejas seria uma ingenuidade do ponto de vista socio-humano visto que o homem muda freqüentemente sua forma de se agrupar, relacionar, comunicar, compreendere vivenciar verdades. Os princípios permanecem.

Apesar de concordar com as expressões de Newbigin e Van Egen sobre a necessidade de uma evangelização direcionada ao homem e não ao grupo, e este homem inserido no contexto da vida, desenvolveremos neste capitulo uma abordagem comunitária no processo de plantio de igrejas. Ou seja, exporei aqui possíveis estratégias a serem utilizadas para umgrupo específico e não um indivíduo, seja um segmento social urbano, um bairro em uma cidade ou mesmo uma etnia definida.
Na conferência de Wheaton, influenciada pela missiologia de McGravan e Glasser declarou-se que “a missão da Igreja é plantar igrejas em todas as comunidades da terra”[3]. Defendeu-se que Jesus deseja ser conhecido por todo homem. Que seu sacrifício está banhado por um perfilkerygmático, proclamativo. Que a missão de Deus envolve o mundo e não parte dele. Que é preciso levar este evangelho a todos os agrupamentos sociohumanos na terra. Que isto é feito através da evangelização fundamentada nos princípios da Palavra e no plantio de igrejas vivas, missionárias e relevantes na sociedade.

Se cremos assim gostaria de lhes propor que o Plantio de Igrejas é a forma maiseficiente, auto-sustentável e duradoura de comunicar o evangelho dentro de um perímetro local, seja um bairro em contexto urbano, seja uma etnia culturalmente definida pois gera demanda pela comunicação de um evangelho culturalmente compreensível, estabelece localmente o Reino e duplica o efeito missionário pois igrejas plantam igrejas.
O modelo Paulino de desenvolvimento de estratégias de plantio...
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