Os primeiros acordos para constuir o mercosul

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pela Argentina (declaração da Foz do Iguaçu, 1985). O objetivo era aproximar as duas economias mais importantes do continente sul-americano e, gradativamente, atrair Os primeiros acordos para constituir o Mercosul, a formação de um mercado comum entre os países do cone sul (Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina), foram encaminhados enorme na época da Presidência de José Sarney, pelo Brasil, e deRaul Alfonsin para este mercado de quase 200 milhões de pessoas, os demais países da região, seguindo-se o modelo da CEE (Comunidade Econômica Européia). Para a Argentina, o Mercosul, que de fato só começou a funcionar a partir de 1994, pareceu a alternativa que ela buscava para seus produtos de exportação. Um substituto, ainda que menor, ao anterior acesso privilegiado que tinha do mercadobritânico até os anos de 1960. Dois problemas, porém, surgiram a mais longo prazo. O primeiro deles diz respeito a paridade do peso com o dólar que terminou por enrijecer as iniciativas empresariais e estatais; o segundo deveu-se a instabilidade do próprio Mercosul (a desvalorização do real feita pelo governo brasileiro em 1999, encareceu os produtos argentinos consumidos no Brasil fechando-lhesrepentinamente as portas). O resultado é que a economia argentina - formada por 34 milhões de pessoas e com um PIB de 300 bilhões de dólares - estagnou, gerando o atual clima de desesperança e incerteza.
A recessão econômica que atinge a Argentina atualmente, e incide profundamente no Mercosul, representa uma crise longamente esperada. Ela é uma decorrência da mudança da conjuntura interna e externaargentina. Os programas de ajuste do início dos anos 90, visando liberalizar o comércio exterior e combater a hiperinflação, produziram uma dolarização da economia. Ainda que a abertura do mercado interno tenha produzido um déficit comercial, houve uma entrada expressiva de investimentos devido às privatizações de empresas e serviços do Estado.
A pauta de exportações argentinas concentrou-se,sobretudo, em produtos primários como carne, trigo e petróleo. Com um tal perfil, as exportações eram frágeis frente certas variáveis da economia internacional, como o futuro viria a demonstrar. Contudo, a entrada no Mercosul, seja devido à existência de uma Tarifa Externa Comum (TEC) ou de acordos comerciais, permitiram que as exportações argentinas encontrassem um mercado também para produtosagro-industriais e automóveis. Especialmente os automóveis e o petróleo foram negociados politicamente dentro do Mercosul.
Apesar disso, o governo Menen nunca deixou de responder aos acenos norte-americanos para algum tipo de associação ao NAFTA e, depois, à ALCA. Apesar de ser membro do Mercosul, mantinha com os Estados Unidos o que ele próprio denominou de "relaciones carnales". Os recursos carreadoscom as privatizações permitiram-lhe manter programas de frentes de trabalho para desempregados (quase 20% da população economicamente ativa) e de cestas básicas para os pobres, e desta maneira, lograr a reeleição. Nesta época, o modelo argentino recebianumerosos elogios e era apontado como exemplo para os demais países latino-americanos. A entrada em vigor do Real, encarecendo as exportaçõesbrasileiras, melhorou ainda mais a posição argentina, que se tornou superavitária em relação ao Brasil.
Mas a dolarização da economia argentina tornava suas exportações pouco competitivas em relação a outras regiões. Em 1997 inicia-se a instabilidade financeira internacional, com fugas de capitais que atingem inclusive a Argentina. Em 1998 o Brasil perde metade de suas reservas cambiais (que atingiam70 bilhões de dólares), levando o governo a desvalorizar o Real. Isto tornou as exportações argentinas ainda mais caras, iniciando o que foi denominado de "crise do Mercosul". Buenos Aires pressionava por concessões adicionais do Brasil para compensar a contração de exportações. Sintomático é que não tenha pressionado outros parceiros com os quais possui déficit, como os EUA.
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