Personagem de ficcçao

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A Personagem

de Ficção

Antonio Candido, Anatol Rosenfeld,

Decio de Almeida Prado e Paulo Emílio Sales Gomes

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A Personagem de Ficção

Debates
por J. Guinsburg

Conselho Editorial: Anatol Rosenfeld, Anita
Novinsky, Aracy Amaral, Bons Schnaiderman, Celso
Lafer, Gita K. Ghinzberg, Haroldo de Campos, Rosa
Krausz,Sábato Magaldi, Zulmira Ribeiro Tavares.

Antonio Candido Anatol Rosenfeld

Decio de Almeida Prado Paulo Emílio Sales Gomes

A Personagem de Ficção

2a edição

Equipe de realização: Geraldo Gerson de Souza, revisão; Moysés Baumstein, capa e trabalhos técnicos.

Editora Perspectiva

São Paulo

[1]

PREFÁCIO

(pag. 5)

O livro seguinte reproduz, com o mesmotítulo, o Boletim n.° 284 da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da. Universidade de São Paulo, publicado em 1964. Nascido de uma experiência de ensino, julgo oportuno reproduzir a parte do Prefácio que explicava a sua elaboração.

“Êste Boletim resulta das atividades do Seminário Interdisciplinar, iniciativa pela qual procuro dar aos cursos a meu cargo o caráter de interrelação comoutros pontos de vista, indispensáveis ao estudo da Teoria Literária. Esta matéria toca não apenas em outros domínios do saber,como a Filosofia e a Lingüística, mas na realidade viva das diversas artes. Daí se encontrarem nesta publicação, como se encontraram nas atividades do Seminário, estudiosos da Filosofia, da Literatura, do Teatro e do Cinema.

O curso de 1961 para o 4.° ano versou“Teoria e Análise do Romance”; dentre os seus tópicos, foi selecionado o referente à “Personagem” (explanado no mês de abril), para os trabalhos do Seminário. Eles se estenderam de outubro a novembro, depois de terminadas as aulas, constando de exposições sôbre o problema geral da ficção pelo Professor Anatol Rosenfeld; sôbre a personagem de teatro, pelo Professor Décio de Almeida Prado; sôbre apersonagem de cinema, pelo Professor Paulo Emílio Sales Gomes. A seguir, vieram outras atividades, como uma Mesa Redonda, com participação dos alunos e dos quatro ‘docentes, para balanço e esclarecimento de problemas; a projeção do filme La Dolce Vita, de Federico Fellini, comentado pelo Professor Paulo Emilio Sales Gomes do ângulo das técnicas de caracterização psicológica; a representação dapeça A Escada, de Jorge Andrade, seguida de debate sôbre a caracterização cênica, orientado pelo Professor Décio de Almeida Prado, com a participação central do encenador, Flávio Rangel, e a colaboração da crítica de teatro Bárbara Heliodora Carneiro de Mendonça. Dessa maneira, procurou-se pôr os estudantes em contato com várias faces de um problema complexo, a fim de que a teoria e a análise, doponto de vista literário, ficassem o mais esclarecidas possível pela incidência de outros focos.
Neste Boletim, recolhem-se as aulas sôbre personagem do professor do curso e as contribuições do Seminário, redigidas especialmente para o caso. Como se verá, as exposições críticas sôbre o problema no romance, no teatro e no cinema giram estruturalmente em tôrno da exposição básica sôbre o problemageral da ficção, embora cada autor tenha escrito a sua contribuição independentemente e com tôda a liberdade.”
Na presente edição, suprimiu-se a pequena bibliografia final, de interêsse meramente indicativo, e corrigiram-se alguns erros tipográficos.

São Paulo, 31 de janeiro de 1968

Antonio Candido de Mello e Souza

Literatura e Personagem

(Pag. 9)Conceito de Literatura

Geralmente, quando nos referimos à literatura, pensamos no que tradicionalmente se costuma chamar “belas letras” ou “beletrística”. Trata-se, evidentemente, só de uma parcela da literatura. Na acepção lata, literatura é tudo o que aparece fixado por meio de letras — obras científicas, reportagens, notícias, textos de ‘propaganda, livros didáticos, receitas de cozinha...
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