Shooping center. sociologia:

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o SHOPPING CENTER:
O Fenômeno e sua Essência Capitalista
GLAUCO BIENENSTEIN* UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

Arquiteto, Doutor em Planejamento Urbano e Regional pelo IPPUR/UFRJ, Mestre em Geografia pelo IGEO/UFRJ, Professor da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense.

Introdução Não há como negar que tanto a vida quanto a configuração do urbano brasileirocontemporâneo, especialmente o de grande porte, têm sofrido consideráveis modificações. Dentre elas destacam-se aquelas resultantes da presença de expressões do setor terciário tais como o comércio informal de rua, os prédios destinados a serviços especializados e os shopping centers. Nas notas a seguir pretende-se contribuir para o entendimento tanto do fenômeno quanto da essência do shopping center1enquanto importante objeto pertencente ao conjunto de elementos relacionados ao processo de reorganização contemporânea do capital que, por sua vez, tem transformado intensamente as cidades. Para tanto, o texto se desenvolve em três partes. A primeira, de cunho histórico-genético, fornece algumas notas sobre a origem dos S.C(s)., indicando o contexto sócio-espacial que demandou seu surgimento. Asegunda, de caráter teórico-conceitual, trata, através da teoria social de Marx, do fenômeno e da essência capitalista do mencionado objeto. Na conclusão, procura-se traçar um breve resumo sobre algumas repercussões dos S.C(s). nas cidades, dentre elas, a criação de novas sociabilidades (modos de vida, de comportamento, atitudes, hábitos, relações sociais e uso cotidiano do espaço urbano). Cabeainda ressaltar que a gama de possibilidades de investigação conferida pela riqueza do objeto aqui tratado, sugere a explicitação prévia de alguns balizamentos teórico-metodológicos. Nesse sentido, na medida em que as transformações no comércio ao longo da história não são aqui compreendidas fora do conjunto da produção social, considera-se importante destacar dois entendimentos: (1) no capitalismo,um modo historicamente específico de controle do metabolismo social (MÉSZAROS, 1995: 41), os elementos resultantes da produção do espaço, antes de qualquer atributo singular, generalizam-se sob as feições e a estrutura da forma-mercadoria; (2) tanto a proximidade do presente quanto a novidade dos fenômenos e aspectos aqui tratados, implicam a adoção de fontes peculiares como jornais e periódicos.A utilização de tais fontes, entendidas como elementos de observação empírica, permitiu não somente captar a imediaticidade dos fatos, fenômenos e aspectos relacionados ao objeto aqui estudado, o S.C., como também perceber em que medida as questões e problemas sobre a cidade têm extrapolado os limites das discussões entre especialistas, espraiando-se, através das mídias, no cotidiano das pessoas.Algumas Notas sobre a Origem dos Shopping Centers
* Arquiteto, Doutor em Planejamento Urbano e Regional pelo IPPUR/UFRJ, Mestre em Geografia pelo IGEO/UFRJ, Professor da
Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense. 1 De agora em diante o termo shopping center será enunciado através da abreviação S.C.

Desde a Revolução Industrial, a história do desenvolvimentoeconômico tem apontado, de uma forma cada vez mais acelerada, na direção de uma divisão mundial do trabalho e de uma rede de fluxos e intercâmbios crescentemente complexa e especializada (HOBSBAWM, 1995: 92). O surgimento e a proliferação do S.C., uma das formas de objetivação de ambiente construído destinado à comercialização e ao consumo de mercadorias, transcorreu no bojo da concentração espacial docapital. À progressiva mudança nas formas de organização, métodos e técnicas de produzir, correspondeu a incorporação encadeada de inovações nos modos de troca, principalmente a partir do século XIX. As mudanças experimentadas pela dinâmica capitalista no fim do século XIX e início do século XX, quando, de acordo com as observações de Arrighi, os E.U.A. passam a abrigar a centralidade dessa...
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