Teologia

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CINCO QUINTOS

Vinte e cinco passos
Dados um por um
Na construção do reino
Trilhando os cordeiros

Vinte e cinco auroras
Despidas na oração
Com trabalho sem fadiga
Por amor a Deus e aos adelfós

Tornou-se oleiro
A molda como barro
A injustiça no cáos perdido
Em cinco quintos de anos

Já se fez longo o tempo
Que se negou a si mesmo
Com tudo e sem nada
Lançou-se no mar da MissãoVinte e cinco anos abraçados,
Com profundidade e caridade
Num labor árduo e fértil
Numa: Eternidade de Felicidade

Fevereiro/2009 – Lubango
Dedicado ao + Gabriel

VOZ DA ESPERANÇA

Uniram-se amorosamente
O futebol e a esperança
Deram à luz um fruto
Que corre como um anjo
Portando esta mensagem:

Haverá um dia em que o apito
Soará de Africa para o mundo
Com um drible jubilosoAngola colocará seu nome
Na esteira dos campeões

O cepticismo será deserto
Como aves cantando na aurora
O povo dançará e jogará
A sua alegria, na desforra
De tantos anos de jejum

A voz cantante e verosímil
Que agasalha o orgulho da palanca
Será entoada solenemente
Perante o rosto e o ouvido
Do continente berço

A virgindade de troféus
Será vendida sem preço
Os mass mediaexuberantes
Vestirão a camisola da Palanca
E recordarão da “voz esperança”

ALVORECER

Irrompe o novo país
Com passos galopantes
Rumo ao desenvolvimento
De capa antropológica

No agora e no já
Da saudade e lembrança
Os dias, que não viveu,
E os mares que não navegou.

Brilha como um sorriso
Prosperando tanto
Espalha paz e amor

Está na estrada o camião
Passa de terra a terraTrazendo o alvorecer do dia

Janeiro/2010 – Lubango

SAUDADE MATERNAL

No coração da noite
Minha saudade
Poisa como gota de orvalho
Na folha da lembrança

A imagem de mamãe
Varre qualquer pensamento
Nos quartos nostálgicos
Seu habitat afectivo

Dói-me sem contas
Não ver aqueles lábios
Que destilam a prudência
Na sua fonte original

Suas mãos são pérolas
Moldadas com arte
Seuolhar maternal
Enche-me de ternura

Sua voz melódica
É canto para minh’alma
A distância que nos separa
Amarra meu amor por ela

Benguela, 7/05/2010

MISTÉRIO SUBLIME

Quando as vozes se calaram
No meu intelectum
Os raios de Cristo focaram
No meu subiectum

A tempestade em apuro
No mar do meu coração
Como em canto e canto puro
Tornou-se do amor acção

Eu com Jesus misteriosamenteCristo comigo no meu caminhar
Pedindo do amor a semente

O mal com amor vou banhar
Meu corpo, coração e mente
O irmão, só vou: amar

Benguela, 08/05/2010

NOSSA SENHORA

No lúcido andor
Agasalhado de flores
Com caríssimo oiro
Ao som dos nossos cantares

Demos passos firmes
Na fé e no amor
Como entrega de mártires
Sem medo ao Senhor

A mãe dos céus
Desceu aos corações
Decada um dos seus

Na voz das canções
Saia um vento de véus
Que partia para Fátima

Benguela, 12 – 05 – 2010

O GRITO DO LIVRO

Às vezes sepultam-me
Numa prateleira
Cobrem-me de dura poeira
Alistam-me em esquecidos

No meu silêncio
Solto gritos fecundos
Que colorou gerações
Na força das letras

Envelheço nas bibliotecas
Com um sorriso educativo
Meus cabelos brancos
São pedaçosde paz intelectual

Os ignorantes me cospem
Vendendo minha importância
Na burra vergonha da ignorância
Desnudada com a sabedoria

Vinde esmagar-me
Com amor e leitura
Brotará em vós
O gérmen da sophia

Lubango, 30 – 11 – 2009

CONTINGÊNCIA

Como uma aragem suave
Sopra o amor imenso,
Como lágrima descendo
Mitiga a breve existência
De pessoas que nos marcam

Como areia no desertoViaja em mim sem cessar
Na carga dos dias vestidos
De eternas contradições
Um mar de saudades

Que oscila com ondas vadias
Que transbordam na incerteza
E como folhas na floresta,
Arvoredo teimoso e ruidoso
São as suas lembranças

Timbradas pelas pessoas
Que em curtos passos
Caminharam galopando até
Ao aposento pensamentol
A vida é uma “contingência”

O DIA-A-DIA

Veste-se o...
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