Teoria pos keynesiana

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INTRODUÇÃO

Muito tempo depois do reinado das questões referentes às causas e às
conseqüências do comportamento dinâmico de um sistema econômico, cerceado por um período de trevas estilizado pela escola marginalista, a revolução keynesiana traz a baila, mais uma vez, as investigações a respeito dos determinantes do progresso material de uma sociedade. Adam Smith, David Ricardo, Thomas Malthuse Karl Marx, entre outros, cada um a seu modo, tentaram explicar os condicionantes dos movimentos dinâmicos das economias capitalistas de seu tempo. Todos eles, de algum modo, atribuíram a fatores exógenos a tendência de longo prazo destas economias. Por exemplo, Ricardo, preocupado com restrições pelo lado da oferta, considerava a quantidade de terras agricultáveis e a oferta de trabalho osprincipais determinantes da expansão no longo prazo de qualquer economia capitalista, enquanto Marx, olhando o lado da demanda, atribuía ao desenvolvimento das forças produtivas tal papel1. Dentre os pensadores da velha guarda, David Ricardo merece especial atenção porque será o pivô da retomada da investigação da dinâmica econômica um século mais tarde. Ainda assim, foi a sua incompreensão - a partirdo debate com Malthus sobre a frugalidade da natureza humana - de uma espécie de embrião da teoria da demanda efetiva e a negligência a respeito de temas como expansão demográfica e progresso técnico, que o levou a utilizar a lei dos retornos marginais decrescentes2 para blindar sua teoria do valor3. Esta “lei” também deu suporte ao princípio malthusiano de

Smith encarava a divisão do trabalhoe a taxa de crescimento da população, em última instância, como os condicionantes da taxa de crescimento de longo prazo de uma economia, enquanto Malthus concebia problemas de oferta relacionados ao famoso falso dilema da progressão aritmética da oferta e geométrica da demanda. Malthus e Marx podem ser considerados precursores da teoria da demanda efetiva, enquanto Ricardo e Smith como signatáriosda lei de Say. 2 Este conceito surge no ano de 1815 dentro da conhecida questão dos cereais do parlamento inglês, em que estavam em pauta as causas dos altos preços dos cereais nos 20 anos precedentes. 3 Sucintamente, teoria do valor ricardiana imputava como elemento dinâmico a renda da terra (que era determinada pela produtividade do solo), como variável exógena o salário (social efisiologicamente necessário para a reprodução humana) e como resíduo o lucro do arrendatário (empreendedor).

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população, na medida em que a produtividade adicional dos novos trabalhadores é sempre menor, enquanto a sua demanda por alimentos é a mesma. Tal não foi o poder desta “lei”, a discussão a respeito de temas ligados à demografia e à teoria do valor cessou! Desta forma, não mais sequestionou a investigação da dinâmica a partir do lado da oferta, assim como também veio a campo a famosa lei de Say, cujo conhecido jargão “toda oferta gera sua própria demanda” significou o fim do foco na macroeconomia. Neste sentido, a atenção dos economistas se volta para os determinantes da oferta desembocando no estudo dos motivos do consumo. Assuntos como preferências e utilidade ganham força. É arevolução marginalista em processo, através das contribuições de Carl Menger, William Jevons, Léon Walras e Alfred Marshall, entre outros. Desde então, balizados pelo automatismo na macroeconomia que a lei de Say proporcionou, tomam corpo os estudos no campo da microeconomia, com o fim único de detalhar os mecanismos de oferta, que passam a ser então fonte do progresso material. Após um século,John Maynard Keynes recupera a lucidez dos economistas e traz de volta à cena a investigação dos componentes da dinâmica macroeconômica, rejeitando o automatismo nas relações macroeconômicas por meio da substituição da lei de Say pela teoria da demanda efetiva4. Tão profícuas foram suas idéias que geraram uma grande quantidade de apologetas tanto quanto de críticos. Preocupados com o avanço do...
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