A degeneraçom das modernas organizaçons sindicais. umha aproximaçom à colaboraçom obreiro-patronal (i)

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  • Publicado : 14 de noviembre de 2011
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A crise sistémica que atravessa o capitalismo está a servir de cenário para umha renovada ofensiva burguesa contra os sindicatos.
Consciente da crise de identidade que sofre um sindicalismo maioritário atrapado no labirinto da concertaçom social e da ausência ou debilidade de referentes de massas que questionem o seu domínio, a burguesia insiste em assaltar o que fica das conquistas obreiras.Nom insistiremos na convicçom exprimida em mais de umha ocassiom de que o sindicato, como ferramenta protagónica da organizaçom e luita obreira no centro de trabalho, está plenamente vigente. Tampouco na influência e capacidade de intervençom que ainda mantenhem os sindicatos na Galiza, mesmo os mais afetados pola cooptaçom estatal. Porém, seria irresponsável enfrentar esta renovada campanhaanti-obreira sem saldar contas com um modelo sindical claramente deficitário, produto genuíno do imparável processo de institucionalizaçom derivado da sua participación do inovador modelo de concertaçom social atualmente dominante. Seria temerário que, da nossa posiçom de alternativa ao sindicalismo que praticam CCOO e UGT, afirmássemos que o projeto sindical que impulsionamos e no qual participamos éimune à possibilidade de experimentar processos de degeneraçom similares aos que sofrêrom organizaçons sindicais de todo o tipo por todo o mundo. Dizemos mais. Nom só nom é imune como já temos advertido e denunciado alarmantes sintomas de um processo que, se nom for atalhado a tempo, pode destruir a valiosa tradiçom do sindicalismo nacional e de classe.
Só a partir da compreensom e aidentificaçom dos elementos que concorrem e provocam a degeneraçom destas organizaçons, transformando os sindicatos de genuínas ferramentas da luita operária em instrumentos ao serviço de governos e empresários para facilitar a perpetuaçom da exploraçom da classe trabalhadora, será possível reverter um processo que ameaça o projeto histórico do sindicalismo galego.

Sindicalismo reformista e revolucionárionas origens do movimento obreiro
Os sindicatos som umha genuína expressom do modo de produçom capitalista. Nascem da resistência contra a exploraçom de homens, mulheres e crianças, do antagonismo entre Trabalho e Capital. Mas nem na sua génese nem no seu mais imediato desenvolvimento histórico, tivo o sindicalismo umha identidade homogénea. Desde o mesmo momento em que nasceu como tal, osindicalismo e por extensom o movimento obreiro, configuram-se duas identidades que vam a protagonizar com as suas pugnas por disputar a hegemonia entre o proletariado.
É precisamente com estas primeiras experiências organizativas que surgem também a dilética entre dous modelos sindicais, o de corte reformista e tradeunionista, identificado com a tradiçom británica, e o de um perfil revolucionário,identificado com a tradiçom francesa.
Ainda que a configuraçom destes dous modelos confrontados no mesmo alvorecer do sindicalismo descanse sobre vários factores, tais como as respetivas tradiçons políticas e sociais, a prematura madurez da classe burguesa ou o peso das chamadas aristrocracias obreiras nas direçons sindicais, consideramos que o factor determinante, em parte relacionado com todos osanteriormente citados, é a evoluçom da intervençom estatal na questom obreira e, portanto, a tradiçom da colaboraçom obreiro-patronal.
Galiza, ainda com um movimento obreiro de implantaçom seródia, nom vai ser alheia a esta pugna. Também a Galiza foi cenário da confrontaçom de dous modelos sindicais, com a reserva de que a história do nosso movimento obreiro vai estar determinado pola ausência desoberania e umhas organizaçons operárias que, com exceçons pontuais, nom assumiam a realidade nacional galega. Ainda hoje, quando existem experiências genuinamente galegas com umha ampla representatividade entre a nossa classe obreira, o sindicalismo de lógica espanhola conta com umha enorme influência.

Da proibiçom ao reconhecimento. O longo caminho em direçom à institucionalizaçom
Seria...
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