O realismo modal de david lewis e suas implicações epistêmicas

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MANUELA BASTOS ARANTES

O REALISMO MODAL DE DAVID K. LEWIS E SUAS IMPLICAÇÕES EPISTÊMICAS
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Filosofia.

Orientador:

Luiz Henrique de Araujo Dutra.
Co-Orientador:

Cezar Augusto Mortari.

CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA PROGRAMA DEPÓS GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC

Florianópolis, SC 2004

SUMÁRIO INTRODUÇÃ0 .................................................................................... 3

CAPÍTULO IOS MUNDOS POSSÍVEIS DE DAVID K. LEWIS .......... 9 1.1 Isolamento ...................................................................... 15 1.2 Concretude..................................................................... 22 1.3 Realidade ....................................................................... 26 1.4 Plenitude .................................................................... 32

1.5 Um Paraíso para os Filósofos ........................................ 36

CAPÍTULO 2 A OBJEÇÃO EPISTÊMICA À TEORIA DE LEWIS ... 41 2.1 Objeção de Richards e Lycan........................................ 41 2.2 Objeção de Skyrms ........................................................ 44 2.3 Objeção de Chihara quanto à Visão que Lewis tem de Conhecimento ........................................................... 45 2.4 Objeção à Justificação do Realismo Matemático em Defesa do Realismo Modal ....................................... 51

CAPÍTULO 3 A VERDADE EO REALISMO EM MATEMÁTICA .... 56 3.1 O Dilema de Benacerraf ................................................. 57 3.2 O Realismo Matemático de Quine ................................. 64

CAPÍTULO 4 UMA DEFESA À OBJEÇÃO EPISTÊMICA ............... 76 4.1 O Realismo Matemático de Lewis .................................. 76 4.2 Resposta à Objeção de Richards e Lycan ..................... 79 4.3Resposta à Objeção de Skyrms ................................... 83

4.4

Uma

Defesa

da

Posição

de

Lewis

quanto

à

Argumentação de Chihara ........................................ 87 4.5 A Justificação dada por Lewis em Apoio ao seu Realismo Matemático ............................................................... 88

CAPÍTULO 5 COMO PODEMOS SABER....................................... 93 5.1 Pedido para uma Análise Geral do Conhecimento ........ 93 5.2 Pedido por uma Epistemologia Naturalizada................ 96 5.3 Desafio Cético ................................................................ 98

CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................... 101

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA................................................... 104

INTRODUÇÃ0

Apesar de constituir matéria de investigação desde a antiguidade, foi apenas neste século que a lógica modal 1 foi formalizada, muito embora juntamente com esse feito tivessem surgido também algumas dificuldades, principalmente filosóficas. Assim, uma vez que a discussão é ampla, será interessante algum esclarecimento para que se possa estabelecer o âmbito da presentequestão. Uma das dificuldades encontradas na lógica modal diz respeito à semântica. Geralmente, não é possível calcular o valor de valor de α, ou seja, se α é falsa parece claro que α a partir do

α também o é, uma vez que α é

α significa que α é necessariamente verdadeira. Se pelo contrario,

verdadeira, como saber se é contingente ou necessária? O mesmo se dá com α. Se α é verdadeira, α éverdadeira. Mas qual será o valor de falsa? Mesmo falsa, α poderia ser possível.
A lógica modal é uma lógica complementar que pretende ampliar a lógica clássica acrescentado novos operadores à linguagem (os quais não são funções de verdade) denominados operadores intensionais. Estes operadores definirão o tipo de lógica modal, que poderá ser deôntica, temporal, epistêmica, etc. A lógica modal de...
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