Niilismo

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Introdução

Niilismo[1] é uma expressão exacerbada do materialismo e do positivismo, ele negou toda autoridade ao estado, à igreja e à família. Pode-se dizer que é uma doutrina que segundo ao qual nada (absoluto) existe; por exemplo, as três teses de Gorgias em seu tratado sobre a Natureza ou o Não-ser[2].
Etimologicamente Niilismo (do latim nihil, "nada" – Inglês: Nihilism;francês: Nihilisme; alemão: Nihilismus) é uma doutrina filosófica e política baseada na negação seja da ordem social estabelecida, seja de todas as formas de esteticismo, assim como na defesa do utilitarismo e do racionalismo científico. Influenciado pelas idéias de Feuerbach, Darwin, Nietzsche, Henry Buckle e Herbert Spencer, o niilismo surgiu na Rússia czarista do século XIX. Segundo Martin Heidegger,o termo foi empregado pela primeira vez em 1799, pelo filósofo alemão Friedrich Heinrich Jacobi, na sua mensagem a J. G. Fichte, servindo para designar o idealismo do destinatário. Mas já Santo Agostinho utilizara o termo ‘nihilisti’ significando os que não acreditam em nada. Niilismo é ‘a absolutização do Nada’, quer de um determinado setor quer mesmo, apesar da sua impossibilidade, da realidadeglobal. Como tal é o último dos ‘ismos’. Intenta, genericamente, uma certa sistematização de determinado aspecto do real, operando ou tendendo a operar como se os outros não existissem. Com o Niilismo chega-se ao extremo da negatividade. Por isso mesmo, o Niilismo aparece, com maior ou menor desenvolvimento, nos momentos de grande crise, quando formas e valores de longa e sólida vigência naufragame não surgiram ainda outras formas e outros valores capazes da sua autêntica substituição. Mais tarde, o romancista russo Ivan Turgueniev o empregou para designar a concepção que, afirmando a existência apenas do que é perceptível pelos sentidos, negava tudo o que se fundamenta na tradição e na autoridade.
O têrmo Niilismo tem sido usado mais frequentemente com intento polêmico para indicardoutrinas que se recusam a reconhecer realidades ou valores cuja admissão se julga importante. Assim Hamilton usou o têrmo para qualificar a doutrina de Hume que nega a realidade substancial[3]; neste caso a palavra não quer dizer nada mais do que fenomenismo. Em outros casos esta é empregada para indicar as atitudes daqueles que negam determinados valôres morais ou políticos. Somente Nietzschefez um uso não polêmico do termo, servindo-se dêle para qualificar sua oposição radical aos valores morais tradicionais e às tradicionais crenças metafísicas. “ O Niilismo, disse ele, não é somente um conjunto de considerações sobre o tema: “Tudo é vão”; não é somente a crença de que tudo merece morrer, mas consiste em colocar a mão na massa, em destruir... É o estado dos espíritos fortes e dasvontades fortes às quais não é possível se ater a um juízo negativo: a negação ativa responde melhor à sua natureza profunda”[4].
Psicologicamente, o Niilismo arranca daquele instinto de morte e destruição que Freud analisou como contrário ao instinto de vida e conservação. Na cultura do Oriente e do Ocidente, o Niilismo tem-se revelado com alguma persistência, embora mais naquela do quenesta, através, principalmente, do Budismo, que o exprimiu e sistematizou na sua forma mais ampla e profunda. Na cultura Ocidental, o Niilismo surge, pela primeira vez, com o sofista Górgias, em fins do séc. V a.C., que declara que ‘ nada existe’ e que se alguma coisa existisse seria inapreensível e, se apreensível fosse, seria incomunicável e ininterpretável. É, particularmente a partir doromantismo europeu do séc. XIX que o Niilismo irrompe no nosso mundo cultural, constituindo o sinal mais significativo da crise desse mesmo mundo. Moral e ou político, metafísico e ou gnoseológico, lógico e ou estético, o Niilismo tem manifestado, através das suas diversas formas, a desorientação sem precedentes do homem ocidental[5], o seu sentimento do absurdo do Universo e da existência, o seu...
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