A importância da gestão dos resíduos sólidos (lodo) das estações de tratamento de esgoto: unidade de tratamento de resíduo – utr

Solo disponible en BuenasTareas
  • Páginas : 23 (5711 palabras )
  • Descarga(s) : 0
  • Publicado : 7 de mayo de 2011
Leer documento completo
Vista previa del texto
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO SUL DE MINAS – UNIS/MG

PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO AMBIENTAL

DANIELA MARIA VILELA DE CASTRO

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS (LODO) DAS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO: UNIDADE DE TRATAMENTO DE RESÍDUO – UTR

Orientadora: Vanessa Coelho Naves

Varginha
2009

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS (LODO) DAS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO:UNIDADE DE TRATAMENTO DE RESÍDUO – UTR
Daniela Maria Vieira de Castro

RESUMO

O lodo é um dos subprodutos, na forma sólida, de resíduos gerados no tratamento de esgoto, cuja composição que pode variar em função do local de origem, da época do ano e do processo utilizado na Estação de Tratamento de Esgoto – ETE. A disposição final desses resíduos sólidos tem se tornado um grave problemaambiental, porque se, por um lado, promove-se o saneamento básico e a saúde pública com o tratamento dos esgotos, por outro, se gera compostos indesejáveis nos processos, devido à alta carga poluidora e patogênica que carregam. Desta forma, por meio da revisão da literatura, este artigo tem por objetivo descrever as etapas utilizadas para o tratamento desse resíduo.

Palavras-chave: lodosanitário, Estação de Tratamento de Esgoto, Disposição Final.

1 INTRODUÇÃO

Por muitos anos, os efluentes líquidos de empresas e residências foram lançados “in natura” nos rios e os resíduos sólidos depositados, diretamente, no solo, na maioria das vezes, nas margens dos rios ou em áreas consideradas improdutivas, por exemplo, terrenos alagadiços.
Com a Conferência de Estocolmo, a partir de 1972, emque se estabeleceu a Declaração dos Direitos do Meio Ambiente, é que a humanidade despertou a sua consciência ecológica e que as atividades que agredissem o meio ambiente passaram a ser alvo de atenção especial (ANDREOLI et al., 1999).
Desde a década de 80, várias experiências têm sido realizadas, em vários países, para descobrir alternativas técnicas para aproveitamento e disposição de resíduos.Para Andreoli et al. (1999), todo o esforço tem como objetivo o desenvolvimento sustentável, cujos pilares foram definidos na década de 80, propondo que o desenvolvimento econômico atenda as necessidades humanas de uma forma justa, respeitando a integridade ecológica dos sistemas naturais, e que as alternativas técnicas de produção sejam economicamente viáveis.
Conforme Moura (2000), apreocupação com o grave problema da geração de resíduos vem, cada vez mais, despertando na sociedade a conscientização da necessidade de realização de estudos com vistas a melhorar o ciclo de produção e adequar a destinação dos resíduos gerados.
Dentre os resíduos urbanos, um dos mais problemáticos é o gerado nos processos de tratamento de esgotos sanitários domésticos. O chamado lodo de Estações deTratamento de Esgotos sanitários (ETEs) não se origina de processos produtivos industriais ou agrícolas, mas se constitui de uma segunda fase do tratamento dos esgotos sanitários. Denomina-se lodo, lodo sanitário ou lodo orgânico o principal subproduto sólido do tratamento de esgotos sanitários, que pode conter qualquer produto que tenha sido utilizado na área de drenagem da ETE onde é gerado (FERNANDES,2001). Esta característica faz do lodo um material de natureza complexa.
Nos meios urbanos, os lodos sanitários são gerados, diariamente, em grande volume, dependendo, diretamente, do percentual de esgotos que é tratado. Estima-se que podem chegar a uma quantidade na ordem de 1000g/habitante/dia, de material parcialmente seco, o qual pode conter entre 70 e 90% de água em sua composição. Quandototalmente desidratado, transforma-se, em média, em 150g/habitante/dia (GONÇALVES, 1999).
O Brasil, apesar de ser a oitava economia do mundo, apresenta um quadro crítico quanto à realidade sanitária, típico de países subdesenvolvidos. De acordo com a Secretaria Nacional de Saneamento (apud ANDREOLI et al., 1999), em 1990, apenas 35% da população brasileira era servida por rede de coleta de...
tracking img