O opio religioso

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A Graça e
o Ópio Religioso
E VA N G E L I S TA B R U N O D A H O R A | B R U N O D O R A @ yA H O O . C O M . B R

S

ão sete e trinta da noite, sou o pregador
da noite.

Estava empolgado...
A igreja estava lotada e era culto de jovens.
Seria ouvido por, pelo menos, quinhentos jovens.
Quando entro nas dependências da igreja,
meio que de supetão, um diácono me cerca e
me leva aogabinete pastoral:
- Por favor, amado, fique à vontade. Eu
lhe chamo assim que for a hora.
Uau! Que gabinete! Tinha um sofá-cama! Até
uma mini televisão em que o pastor poderia
assistir ao culto!
Ganhei até um copo de suco de uva e alguns
brioches, mas, como nem só de brioches
vive um pregador, o pastor queria conhecer
o jovem pregador. Confesso que o “muito
prazer”, no apertar de mãos, jáestava se tornando em “tirem-me daqui”, depois de uma
hora inteira de tormentos, em uma conversa
que jazia num vazio espiritual. E, em meio aos
convites que recebi para mudar de ministério
(imaginem), e ainda ser remunerado para liderar um tipo de seminário local, ainda tive
que ouvir o “grand finale”:

E agora? Como pregar? Ainda estava pasmado. Não pelo convite (não encheu os olhos),
nempela quantidade de brioches que comi
(não foram poucos), mas porque pregaria
numa igreja em que o seu pastor usava de
exegese equivocada e uma hermenêutica
tendenciosa.
Quem não vive e não conhece a Graça, tem
como única alternativa uma experiência religiosa, o “deus-instituição”, criado para satisfazer sua sede empresarial e seu sucesso pessoal. E o Reino? Oras... não sei.
Preguei uma horainteira sobre a verdadeira

“Aliás, quem
gosta muito
de Bíblia, ou
é herege ou
é doente!”
graça. Foi como chuva no deserto.
Percebi que os dogmas (o que pensamos disto) já viraram axiomas (temos certeza disto)
em algumas igrejas.
A Lei segundo os intentos humanos.

Logo depois, o diácono me chama numa porta, cuja saída levava direto à plataforma. Era
hora de pregar.

Percebi que oerro era histórico. Uma dislexia na observância das Escrituras, que compreendem os equívocos de Constantino em
estatizar a Fé (interessante para Roma) onde
se agregavam pessoas a uma religião corrompida, que, sem o acompanhamento espiritual
e sem o discipulado, transformou-se uma geração de novos fiéis até a igreja de hoje.

Os brioches pesaram...

Antes: os membros da “igreja-estado”;agora:

- Estamos no tempo da Graça! É honra para
o teu ministério!

os membros da “instituição-igreja”.
Diagnóstico: Fé na tradição, relíquias (objetos
sagrados), pagamento de indulgências (um
passaporte de viagem direta ou indireta (uma
passadinha pelo purgatório) para o céu.
A Igreja estava desfigurada!
Prognóstico: Falência!
A Graça travestida em Lei. A Lei da Graça?
Sim!
Um tempodepois, surge um louco! Isso mesmo! Um louco igualzinho àquele de 1Coríntios 1:18: “Pois a palavra da cruz é loucura para
os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus”.
Herege! Um doutorzinho em Teologia que lecionava na Universidade de Wittenberg, estava atirando pedras num gigante de armadura.
Martinho Lutero, cujo nome em alemão era
Martin Luther, entendeu o verdadeiroEvangelho. Conheceu a Verdade. Foi liberto.
Aliás, quem gosta muito de Bíblia, ou é herege ou é doente!
Ele mesmo escreveu os Cinco Solas na Reforma Protestante. Estas verdades distinguem
historicamente, os evangélicos dos católicos
romanos, que creem na tradição (em acréscimo à Bíblia), nas obras (em acréscimo à fé e
à graça), nos santos mortos (em acréscimo a
Cristo), o que resulta na glóriado homem (em
acrécimo à glória de Deus):
Sola Gratia: Somente a (pela) graça;
“Reafirmamos que, na salvação, somos resgatados da ira de Deus unicamente pela Sua

graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo
é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa
servidão ao pecado e erguendo-nos da morte
espiritual à vida espiritual.

glória somente.

te e traz rapidamente o amor de volta”....
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