Música arte moderna

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CENTRO UNIVERSITÁRIO SANT’ANNA
CURSO DE LETRAS

Professora Siomara

Música sob a perspectiva moderna
Semana de 22

Bruna Lopes
Semestre: 5º
R.A.: 90048-08/4Sala: I602
São Paulo/SP

São Paulo/SP
Maio, 2010

Música
Semana de arte moderna
A semana de arte moderna foi um dos eventos inseridos nas festividades relacionadas à comemoração do centenário da independência do Brasil e os jovensmodernistas pretendiam redescobrir o Brasil, libertando-o das amarras que o prendiam aos padrões estrangeiros, foi realizada nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922 no Teatro municipal de São Paulo.
Os artistras estavam preocupados em realizar uma arte nitidamente brasileira, sem complexos de inferioridade em relação à arte produzida na Europa.
Foi um acontecimento que apresentou uma ruptura como passado, apresentou uma nova linguagem, buscou uma liberdade de criação, rompeu com a estética estabelecida até então, converteu-se em um escândalo público , que era exatamente o que os modernistas pretendiam provocar.
O evento marcou época ao apresentar novas idéias e conceitos artísticos. A nova poesia através da declamação. A nova música por meio de concertos. A nova arte plástica exibida emtelas, esculturas e maquetes de arquitetura. O adjetivo "novo", marcando todas estas manifestações, propunha algo a ser recebido com curiosidade ou interesse.
A semana é marco também na historiografia da música, principalmente pela projeção que deu a Heitor Villa- Lobos e pelo impacto que teve sua carreira.
Na Semana de 22, além do repertório musical programado, foi executada uma peça de EricSatie, paródia à marcha fúnebre de Chopin. Ilustrava-se a crítica irreverente dos modrnistas franceses ao romantismo. A peça é também, em sua sumplificação deliberada, uma referência satírica à tradição de complexidade técnica que se exarcebara no piano oitocentrista. O privilégio conferido ao repertório pianístico no Brasil era criticado por Mário de Andrade como verdadeira “pianolatria”, sintomade uma cultura musical precária dos promotores e do público frequentador de concertos. O mal do piano era tomar espaço das “manifestações mais elevadas da música”, como a sinfonia e a música de câmara.
As obras brasileiras apresentadas na Semana, de autoria de Villa-Lobos, não tinham agressividade dirigida expressamente contra a tradição e não foram ouvidas como manifestações de hostilidadedireta à música feita aé então. As referências a Stravinsky e ai desejo de ultrapassar Debussy, na conferência direta à música de abertura, mostram que Graça Aranha voltara da europa a par das novidades musicais parisienses, mas não correspondem estritamente ao programa musical efetivamente ouvido no Teatro.
A diferença entre o peso das tradições artísticas na Europa e nas Américas esteve presentenos discursos com que os modernistas se apresentaram no Teatro Municipal. Nas declarações dos participantes da Semana, a tradição artística era, no Brasil, um adversário frágil. Graça Aranha, na abertura, dirigiu-se às forças do passado que o grupo ali reunido estava disposto a combater e destacou as vantagens de não termos sobre nós “a pérfida sombra do passado”, idéia repetido por Menotti delPicchia.
Á luz da musicologia e da história da música, a produção das primeiras décadas do século XX testemunha o atraso brasileiro e o descompasso entre evolução musical e literária. A semana parece musicalmente desatualizada com relação às ocorrências simultâneas nos círculos moderistas de Paris e Viena, nos quais se consumava a ruptura com o sistema tonal, dando lugar a politonalidade e ao...
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