Manüele da pandeireta e o canto tradicional

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Quadrado □
Temos escasa documentaçom acerca da origem deste instrumento na península ibérica: umha teoria geralista situa este tipo de instrumentos (membranofones de percusom direta) já no antigo Egipto; se bem a simplicidade da ideia fai pensar que desde muito antes estes instrumentos estavam presentes na humanidade.

Muitas vezes pensa-se no pandeiro como o instrumento galego porexcelência, e é umha ideia trabucada. O pandeiro estivo mui presente em Galiza –certamente, incluso até hoje em dia-; ora bem, de igual jeito o instrumento está presente noutras áreas bastante estensas da península (Peñaparda –Salamanca-, onde se toca c’umha baqueta que recebe o nome de ‘porra’; Asturies; Galiza; Beira Baixa –Portugal-...). No nosso país vizinho recebe o nome de ‘adufe’. Estanomenclatura está diretamente relacionada c’o mundo árabe (em Marrocos chama-se ‘duf’, e tamém ‘djill’). Isto abre-nos a porta a pensar numha possível procedência árabe para o pandeiro (e instrumentos similares) em Ibéria –falamos do ano 711-.

Pandeiro quadrado em Galiza
Falava antes da suposta grande estensom, outrora, deste instrumento na nossa cultura: de feito, por exemplo, o repertório doprimeiro coro galego dirigido por Perfecto feijoo em Ponte Sem embargo, este dato responde a um conflito léxico. Vejamos:

Existem na Galiza actual três membranofones de percusom direta:

• A pandeira (zona ancaresa): mais grande, de pel de corzo, com ferrinhas grandes e bombadas.

• A pandeireta (zona occidental e central): de tamanho mais reduzido, executam-se os ritmos movendoo instrumento co’a mau hábil sobre a outra.

• O pandeiro: com presença, como dixemos, em grande parte da península ibérica (ao igual que a pandeireta, nom nos enganemos).

O sistema lingüístico galego estabelece, por norma geral, as variaçons de género para o feminino para objectos mais grandes (assi, umha cesta é meirande que um cesto); se bem isto pode estar sujeito a variaçonsdialetais. Por outra banda, todas estas nomenclaturas fám referência a instrumentos de forma redonda (já que o prefixo pan- significa isso mesmo). Já que logo, a forma quadrada do pandeiro diferenciou-se c’o cámbio de sexo da palavra: som comuns as referências nom tám antigas a todos estes instrumentos com um geralizado “pandeiro”, como o demostram as testemunhas da tradiçom oral:

“estepandeiro que toco
é de pelica de ovelha...”

“toca, pandeirinho, toca
as ferrinhas na varanda
viva quem anda d’amores
viva quem d’amores anda”

incluso em zonas nas que hoje em dia nom se documenta o pandeiro quadrado, senom só a pandeireta. E obviamente,as coplas nom falam de pandeiros quadrados com ferrinhas. A realidade é que a palavra pandeireta resulta dumhaevoluiçom lingüística contemporánea.

Em resumo, a palavra etimologicamente mais correta para este instrumento seria a voz “adufe”, inda que estea arraigado –e bem- a palavra “pandeiro” em todo o noroeste peninsular (incluindo as terras de Portugal ao norde do Mondego). O caso é que comprobamos –por meio das coplas que recolhemos- em toda a península, que a voz “pandeiro” até nom hai muito tempofazia referência a todos os instrumentos membranofones de percusom direta (redondos, quadrados, grandes e pequenos –de aí as coplas “equívocas” como as que apuntei antes). Perante esta situaçom, fixo-se necessário engadir o calificativo “quadrado” para diferenciá-lo de todos os demais instrumentos.
É tempo despois –arrisco-me incluso a dizir que já no século XX- que começam a surdir termosmais específicos (como “pandeireta”).

Sessom 1
Convençom para as transcriçons de pandeiro quadrado

Situaremos as notas sobre um monograma que poderá levar, de ser precisso, linhas adicionais. Segundo a zona do instrumento sobre a que percutimos, as notas situarám-se num ou noutro lugar, como segue:

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