Transplante pulmonar

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TRANSPLANTE PULMONAR... Camargo

SIMPÓSIO SOBRE TRANSPLANTES JOSÉ J. CAMARGO – Professor de Cirurgia Torácica da Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre, Diretor de Cirurgia Torácica do Pavilhão Pereira Filho da Santa Casa de Porto Alegre e Coordenador do Programa de Transplantes Pulmonares e Diretor do Hospital Dom Vicente Scherer, Centro de Transplantes de Órgãos da Santa Casade Porto Alegre – RS. Endereço para correspondência: José J. Camargo Rua Mostardeiro no 333 sala 516 90430-001 Porto Alegre, RS, Brasil jjcamargo@terra.com.br

S

impósio sobre Transplantes

Transplante pulmonar Pulmonary transplantation
O transplante de pulmão, retomado na era pós-ciclosporina, se afirma progressivamente como uma modalidade terapêutica tecnicamente segura e com resultadosconfiáveis. Os progressos conquistados nessa década e meia, desde a experiência de Cooper em 1983, têm modificado a expectativa de vida dos pacientes transplantados de pulmão, mas ainda inferior à observada nos transplantes de rim, coração e fígado. Esses resultados menos satisfatórios se devem a peculiaridades do órgão que o tornam menos propício ao transplante: a) É o órgão menos resistente àisquemia e o que mais facilmente desenvolve injúria de reperfusão. b) Funcionando como uma espécie de sentinela imunológica, o pulmão é mais suscetível a episódios de rejeição, como se verificou quando se transplantava o bloco cardiopulmonar e os pacientes desenvolviam rejeição exclusivamente pulmonar. c) O pulmão é o único órgão transplantado que permanece em contato com o ambiente, tornando-o maisvulnerável às infecções oportunistas. A implantação de um programa de transplante pulmonar depende criticamente de uma infra-estrutura que garanta um atendimento multidisciplinar. A ênfase desses programas deve estar centrada nos cuidados com o doador, na seleção dos candidatos a receptores, na adequada reabilitação dos candidatos durante o tempo de espera, de treinamento anestésico e cirúrgico nomanejo das peculiaridades técnicas pertinentes, de uma terapia intensiva altamente qualificada e de um seguimento pós-operatório regrado, inflexível e perene.

I

NDICAÇÕES

A fibrose pulmonar foi inicialmente considerada a indicação ideal para o transplante de pulmão, pois nessa patologia o órgão está igualmente rígido para a perfusão e a ventilação, de maneira que, após o transplante,ambas se farão predominantemente para o órgão transplantado. Além disso, por se tratar de uma enfermidade seca, o pulmão nativo não costuma sediar infecções que coloquem em risco o órgão transplantado. Por outro lado, recomendava-se que no enfisema só podia ser indicado o transplante duplo, pois se acreditava que no transplante unilateral haveria um desequilíbrio entre a ventilação e a perfusão, alémda tendência à hiperexpansão do pulmão nativo. Iniciada a experiência com o transplante unilateral na França (Mal, 1989) verificou-se que em algum grau essas disfunções realmente ocorriam, mas eram irrelevantes para o desempenho do órgão transplantado. Atualmente, a enfermidade obstrutiva crônica, incluídos aqui os deficientes de alfa-1-antitripsina, representa cerca de 50% dos transplantes depulmão, a maioria dos quais unilateral. Entre as enfermidades supurativas, a fibrose cística é a principal indicação, respondendo por até 30% de todos os transplantes pulmonares nos Estados Unidos. As demais indicações incluem: hipertensão pulmonar, primária ou se-

cundária, bronquiectasias, bronquiolite obliterante, linfangiomiomatose, retransplante e outras. O transplante pulmonar pode serunilateral ou bilateral, dependendo da condição da doença. Assim sendo, temos as seguintes indicações vigentes: A) Transplante unilateral – Enfisema puro – Enfisema pulmonar em pacientes com mais de 50 anos de idade – Fibrose pulmonar idiopática ou secundária – Hipertensão pulmonar (?) B) Transplante bilateral – Fibrose cística – Bronquiectasias – DPOC infectada – Enfisema em pacientes jovens ( 51...
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