Absolutismo monárquico

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A Idade Moderna e o Absolutismo Monárquico
Do ponto de vista político, a passagem da Idade Média para a Moderna foi marcada justamente pelo fortalecimento do poder dos reis. Ao contrário do que ocorrera durante a Idade Média em que os nobres detinham o poder político, por terem seus próprios exércitos, fazerem suas próprias leis, determinarem os impostos, cunharem suas moedas, escolherem seussistemas de pesos e medidas, na transição do período medieval para o moderno, a tendência foi que tais atribuições e poderes se concentrassem nas mãos do Rei. O próprio desenvolvimento das atividades mercantis, a necessidade da uniformização de moedas, sistemas de pesos e medidas, leis e mesmo de segurança conduziu à aproximação dos interesses da burguesia e do Rei. Quando se colocou a necessidadede desenvolver as navegações, aí então verificou-se a impossibilidade de realizá-las sem um poder político centralizado. De modos que se pode claramente distinguir um choque entre os interesses da burguesia e dos nobres, e a impossibilidade de qualquer dos dois sair vitorioso. Eis que desse equilíbrio instável de forças emergirá o poder do Rei. Os burgueses lhe dão apoio para que possa constituirum exército com o qual derrote a nobreza. O Rei, por sua vez, deve derrotar a nobreza, mas não eliminá-la. Se o fizesse não seria mais necessário para a burguesia, sendo assim, não teria poder. De modo geral todos os países da Europa Ocidental, que terão um papel de destaque na Idade Moderna, passaram por alguma variante desse processo. Os casos da França e da Inglaterra se destacam. A Guerra dos100 Anos (1337-1453) jogou um papel fundamental na consolidação das Monarquias Nacionais de ambos países, passo essencial para que mais tarde se atingisse o Absolutismo Monárquico, grau mais elevado daquele modelo político. FRANÇA A vitória francesa naquela guerra, aliada às transformações que ela provocara e ao conseqüente enfraquecimento da nobreza feudal, permitiram a consolidação do poder realna França, sob a dinastia Valois. Todavia, o século XVI viu surgir na Europa a Reforma Religiosa com a conseqüente quebra da unidade cristã. No caso francês, o calvinismo foi a corrente protestante mais difundida, em especial entre a burguesia além de alguns setores da nobreza reticentes ao fortalecimento do poder do Rei.

Os reis alternavam atitudes de concessões e de repressão aosprotestantes. A partir de 1562 houve um total de 8 guerras entre católicos e protestantes em que se sucederam no trono os irmãos Francisco II, Carlos II e Henrique III, todos menores e influenciados ou por sua mãe, Catarina de Médicis , ou por suas favoritas. O casamento de Margarida, irmã do Rei, com o chefe protestante, Henrique de Bourbon, em agosto de 1572 desencadeou um massacre de protestantesconhecido como “Noite de São Bartolomeu”. Este episódio provocou a Quarta guerra entre as duas facções religiosas. A última dessas guerras ficou conhecida por “Guerra dos Três Henriques” por envolver o Rei Henrique III, Henrique de Guise, chefe dos católicos e Henrique de Bourbon, chefe dos protestantes. O assassinato do líder católico, e depois, do Rei, deixou Henrique de Bourbon como herdeiro do trono,que venceu a guerra e converteu-se ao Catolicismo (Paris bem vale uma missa) , para tornar-se o Rei Henrique IV, iniciando a dinastia Bourbon. Entre 1589 e 1573 teve que vencer inúmeras resistências e concluir um acordo com Felipe II, da Espanha, mas sua grande obra pacificadora veio de 1598 com o Édito de Nantes que reconhecia aos protestantes a liberdade de culto e o direito a possuírem “cempraças fortes”. Foi assassinado em 1610 por um católico fanático, Ravaillac. Luis XIII assume aos 9 anos de idade, dominado por sua mãe e seu favorito , até livrar-se de ambos e indicar o Cardeal Richilieu, em 1624, como seu ministro de confiança, em cujas mãos entrega efetivamente o governo. Richilieu preocupou-se em fortalecer o poder do Rei. Agiu internamente com grande firmeza contra os nobres...
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