As crises económicas

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  • Publicado : 27 de julio de 2010
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AS CRISES ECONÔMICAS



A evolução econômica nos países capitalistas acontece dentro de um prima que os economistas chamam de ciclos econômicos, ora instantes de boom, ora momentos de crise. Quando o capitalismo tomou forma definitiva, os ciclos consubstanciaram-se numa alimentação constante do sistema, fazendo-o cada vez mais forte, mais promissor e, acima de tudo, mais hegemônico.Obviamente que os países terceiro-mundistas, é que têm agora os custos, quando o capitalismo internacional está na baixa do ciclo. É neste sentido que diversos estudos foram e são efetivados, na busca de conseguir soluções para o problema dos ciclos econômicos, como fizeram Joseph A. SCHUMPETER, Michal KALECKI, John M. KEYNES, e muitos outros que trabalharam com a teoria dos ciclos, tentandoproporcionar uma resposta coerente ás crises que o mundo capitalista atravessava, e atravessa de tempo em tempo.

Os ciclos econômicos acontecem, formalizando uma situação de boom, quando a economia está num momento de prosperidade, no ponto alto do ciclo, os investimentos estão sendo injetados de maneira tal, a levar a economia ao crescimento e ao bem-estar econômico e social de todos osparticipantes. Por outro lado, ou contrariamente à prosperidade, verifica-se uma situação de depressão, ou o ponto mais baixo do ciclo, se for de forma mais suave, uma recessão, onde se pode observar um decrescimento nos investimentos, um aumento no desemprego, um aumento na propensão marginal a consumir geral, e um momento de retrocesso econômico e social no sistema econômico e político. É o que se podechamar de caos social, com as diversas convulsões que a sociedade deve suportar, às custas de um empobrecimento sem precedente. Um aumento na depressão é uma situação de instabilidade que enfraquece os ânimos, e deixa a ação em completa desconfiança no futuro.

Assim sendo, no que diz respeito aos momentos de prosperidade, presencia-se uma situação de euforismo, de confiança exacerbada; e,sobretudo, de consumo em excesso, dado que o nível de renda cresce com os investimentos que são efetivados no sistema econômico. A esse respeito explica SCHUMPETER (1959)[1], que o florescimento surge, como expõe SPIETHOFF (1949), porque mais capital é investido, se fixa em novos empreendimentos e que o impulso então se estende aos mercados referentes a matérias-primas, equipamento, mão-de-obra, etc..É neste impulso direcionado ao capital produtivo que se tem uma economia num estado de bonança e prosperidade para que os investidores possam fazer suas aplicações, e terem os retornos desejados. Na fase de florescimento econômico, todos ganham, a economia se ajusta ao princípio de estabilidade geral.

Já na fase de depressão, ou como alguns chamam de recessão, a coisa é totalmente oposta.Esta fase é onde se encontram as crises, muito bem investigadas pelos economistas de todas as correntes da economia; mas, sem uma solução eficaz para a questão, e também, por causa da realidade de cada país ou nação. Ainda nas palavras de SCHUMPETER[2], observa-se que se interrompe a abastança, chega-se a depressão, como bem explicita ainda SPIETHOFF: é superprodução dos bens de produção, que serelacionam, por um lado, com o capital existente e, por outro, com a demanda efetiva.

A junção dessas duas citações, é que, caracterizam o conceito de crise, bastante estudado como um processo de evolução do capital, que se origina com as concentrações de renda e, por conseqüência, do poder, fortalecendo cada vez mais, o imperialismo do grande capital monopolista privado, ou de uma estruturaoligopolista ditatorial de dominação.

Mas, de repente se pergunta: quais são as causas da crise que passa o mundo capitalista da atualidade? Na versão marxista, pode-se dizer que as origens da crise resultam da pobreza e da insuficiência do consumo da população com relação à capacidade da produção da economia. Pois, a repartição da renda nacional determina em primeiro lugar, a apropriação da...
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