El apogeo del castellano

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INTERCOMPREENSÃO DE TEXTO ESCRITO POR FALANTES
NATIVOS DE PORTUGUÊS E DE ESPANHOL
(FICHAMENTO)

Português e espanhol são as línguas românicas mais próximas.
Podemos afirmar que, entre português e espanhol, a transferência de conhecimento, idealmente, pode chegar a mais de 90%. Todo o conhecimento que o aprendiz/falante transfere, com acerto, da sua língua nativa para a segunda língua(ou língua estrangeira) facilita o processo de aquisição/aprendizagem e a compreensão (oral e/ou escrita).
Contudo, existem também os fatores dificultadores, que são aqueles
que interferem na compreensão.
A compreensão da parte essencial de um texto (ou de uma parte dele) pode depender de falsos cognatos. A não-compreensão destes, certamente, compromete a compreensão do texto como um todo.Além dos articuladores, existem ainda outros dificultadores de maior peso: as expressões idiomáticas, que são intraduzíveis literalmente.
Pressupostos teóricos

Tanto Krashen (1981) quanto Corder (1978) consideram a língua nativa (L1) como uma fonte de conhecimento a serviço da aprendiz, a fim de superar suas limitações. Krashen sugere, por exemplo, que os aprendizes podem se basear na L1 parainiciar sua fala (“to initiate their utterances”) quando não conseguem fazê-lo na L2 (segunda língua).
Corder afirma que “a L1 do aprendiz pode facilitar a aprendizagem de L2, ajudando-o a progredir mais rapidamente pelo percurso universal (“universal route”), no caso de existirem semelhanças entre a L1 e a L2”.

Para inferir o significado (1) de palavras não-cognatas (como “arranjar”, doportuguês, e “impartir”, do espanhol), (2) de palavras cognatas com significados divergentes nas duas línguas (como “acordar”, que significa “resolver de comum acordo”, em português e em espanhol, e que tem o sentido de “despertar”, em português e de “lembrar-se”, em espanhol), (3) dos falsos cognatos (“exquisito”, em espanhol, e “esquisito”, em português) e/ou (4) dos articuladores sintáticos(“aunque”, em espanhol, e ”embora”, em português), o sujeito irá usar estratégias, que se apóiam no contexto e/ou na língua materna, como fonte de conhecimento, que podem levar a acertos.

Descrição da pesquisa
Esta pesquisa analisa as semelhanças e as principais diferenças entre o português e o espanhol nos níveis lexical e semântico, a partir de textos técnico-científicos, ou seja, textos escritosem registro formal, sobre assuntos específicos da área de tecnologia de alimentos. Usamos, além desses, dois textos expositivo-argumentativos sobre conhecimentos gerais, tais como a globalização. Com essa escolha, pretendemos eliminar certas variáveis, como desconhecimento do assunto (que poderia interferir na compreensão), e/ou a predominância de termos científicos, específicos de uma área poucoconhecida (como seria o caso da física quântica, da termodinâmica ou da engenharia nuclear, por exemplo).

O parâmetro norteador da escolha de textos foi a equivalência léxico-semântica entre os mesmos. Por isso, os textos de compreensão tratam do mesmo assunto – a globalização – embora exista uma diferença fundamental de ponto de vista.

Os textos para tradução apresentam também o mesmonúmero de palavras (quarenta e cinco). Embora os assuntos sejam diferentes, os termos têm o mesmo nível de dificuldade, isto é, têm a mesma origem (o latim) e apresentam alterações vocálicas e/ou consonantais (TP: meio, recorrer, alvo; TE: tono, desarrollo, investigación), que não devem impedir a inferência.

Devido a esta equivalência semântica, o termo não oferece maiores problemas para osFP. Em suma, todas essas diferenças não tornam automática a compreensão mas também não devem impedi-la completamente.

O português mantém a diferença etimológica entre “pinha” (< lat. pinea) e “ananás” (< a + tupi na’ná = s paragógico), ou seja, “pinha”, para nós, é o fruto do pinheiro (ou da pinheira) e “ananás” é sinônimo de “abacaxi” (<tupi i’bá + ká’ti), cujo termo científico...
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