Partidos políticos em portugal

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Partidos e Movimentos Políticos
A história dos regimes democráticos em Portugal, desde 1820, continua a ser marcada pela tendência para a constituição de dois grandes partidos que alternam entre si no poder. A 3ª. República, iniciada em 1974, não tem sido nenhuma excepção. PS e PSD são os dois maiores partidos e dominam o aparelho de Estado, autarquias, empresas públicas e municipaisdistribuindo os cargos pelos seus militantes. Os restantes partidos procuram combater esta tendência, mas não têm tido grande êxito. Os restantes movimentos políticos, como os anarquistas e os ecologistas, funcionam espaços de crítica dos descontentes do regime. A sua maior ou menor expressão, depende do estado de adormecimento da sociedade portuguesa. Com excepção do Partido Comunista Português (PCP), ospartidos que se formaram em 1974 não tinham um ideário, programa, estruturas organizadas ou militantes. O novo regime ultrapassou a situação dando a um grupo restrito de partidos que se formou em torno de personagens públicas, o monopólio da representatividade política. A Constituição e a Legislação que foi posteriormente produzida reforçou o monopólio destes partidos, evitando a entrada de novospartidos no sistema ou secundarizando a participação política de grupos de cidadãos. Após 30 anos de regime democrático, os partidos políticos revelam as mesmas tendências que conduziram ao seu descrédito entre 1820 e 1926 : 1. Fecharam-se à sociedade, constituindo neste momento verdadeiros obstáculos à participação política dos cidadãos. A sua reflexão política é em geral mediocre ou inexistente.2. Povoaram-se de profissionais da política, na sua maioria mediocres e sem qualquer sentido patriótico ou de Estado. Distribuem entre si os cargos públicos, impedindo a renovação da classe política e a ascensão dos mais competentes. O grande critério para a sua ascensão não é a competência ou seriedade revelada na vida pública, mas sim a sua capacidade para angariar fundos para o Partido, nãoimporta o expediente usado. 3. Para manterem máquinas partidárias cada vez mais caras, e clientelas numerosas ávidas de dinheiro, ao longos dos anos aprovaram na Assembleia da República, uma série de leis que lhes permitem sacar enormes recursos do país através de subvenções públicas, mas também distribuírem pelos seus membros, cargos-ordenados, reformas, etc, etc. 4. O clientelismo, as cunhas, oamiguismo e a oferta de cargos públicos para retribuir favores ou fidelidades partidárias tornou-se uma prática banal nos partidos políticos. As juventudes partidárias tornaram-se em verdadeiras escolas de arrivistas, que desde muito cedo medram e vivem na dependência dos lóbis partidários. 5. Praticam uma política orientado pelos seus impactos mediáticos, de forma a granjearem alguma notoriedadepública; 6. Estabeleceram uma confusão entre interesses privados e interesses colectivos. Tornou-se cada vez mais frequente, por exemplo, verem-se deputados ligados a gabinetes de advogados com interesses no Estado, ou como representantes de empresas, grupos financeiros ou estrangeiros. 7. Os elevados custos das actuais campanhas eleitorais, assim como a própria manutenção de pesadas estruturaspartidárias, impeliram os próprios partidos a procurem fontes de financiamento através de processos que estão no limiar da corrupção e da marginalidade. .

Fundadores e Históricos: Ervas Daninhas da Democracia
Os partidos de poder em Portugal (PS e PSD) continuam reféns dos seus fundadores ou dos chamados "militantes históricos". Trata-se de uma multidão de personagens, que estiveram ou na origem dopartido ou participaram num dado governo. Na sua quase totalidade nunca se destacaram por qualquer ideia mobilizadora para o país, nem protagonizaram qualquer iniciativa legislativa relevante. Afirmam-se publicamente como proprietários da memória fundacional dos respectivos partidos, mas também como garantes de pseudo-princípios ideológicos. Na prática procuram condicionar a acção dos líderes do...
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