Administração do tempo

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ARTIGOS

Informação, trabalho e tempo livre: políticas de informação para o século XXI
Icléia Thiesen Magalhães Costa
INTRODUÇÃO Há muitas décadas circulam em nosso imaginário afirmativas legitimadas pela ciência e pela técnica dando conta de que estamos na era da informação e, mais do que isso, que informação é poder. Nesse contexto, com o auxílio da informática a informação toma lugar dedestaque no cenário mundial. O desafio que se impõe à ciência, nos últimos tempos, prendese à recuperação de um volume quase planetário de informações, no menor tempo possível. Enquanto saber voltado para os fenômenos de informação, a ciência da informação surge no período pós-guerras por razões institucionais e estratégicas. Sua marca de batismo coincide com a própria institucionalização da ciênciaque, segundo Morel 2 , tem como marco teórico o Projeto Manhatan, “que reuniu nos Estados Unidos as pesquisas sobre a bomba atômica durante a Segunda Guerra”, fato que estabelece a supremacia da ciência norte-americana e a decadência da ciência européia. A partir de então os governos passam a definir suas políticas de ciência e tecnologia, assim como suas políticas de informação. É bom lembrarque estávamos em plena Guerra Fria, período em que se impunha a institucionalização de mecanismos de geração, processamento e controle de uma imensa massa de informações a serem recuperadas. Desde então, o Estado passa a gerenciar a informação científica e tecnológica por meio de ministérios e conselhos de pesquisa. Tais políticas de pesquisa voltavam-se fortemente para os interesses industriais.Após mais de 40 anos, um processo de desindustrialização, em curso nas sociedades ocidentais, vem provocando inúmeras transformações no campo social. Fala-se indiscriminadamente em globalização, parcerias, economias abertas, mercados consumidores mundializados, sem fronteiras para além dos atlas escolares, e novas relações de trabalho. A mídia nos faz ver tais tendências como fenômeno irreversível,pois é suposto ser obra de forças deterministas que não nos permitem alternativas. A palavra de ordem é aderir ou sucumbir. Tal adesão significa abraçar novas e cada vez mais novas tecnologias de informação e de comunicação, constantemente transformadas e anunciadas como panacéias. Nesse caso, não se trata mais de promover ações, produzir informações e articular políticas de informação com vistasao trabalho, mas ao não-trabalho, ao tempo livre que vai guiar a nova humanidade do século XXI. Este artigo tem por objetivo refletir sobre as perspectivas das ações de informação no contexto da chamada sociedade global, que põe em cena dilemas, conflitos e paradoxos, sacudindo as cidades, redesenhando a geografia do mundo e desvelando aos nossos olhos a exacerbação da intolerância materializada emguerras civis e étnicas. Estaremos preparados para abandonar as determinações que há mais de 50 anos nos formam e informam? Como direcionar essas políticas para as novas formações sociais e institucionais em curso? Quais as novas palavras de ordem dos discursos em vias de formação? Como entender fenômenos dessa natureza e traduzi-los em práticas de vida, que levem em conta as

Resumo
Discussãoe problematização das ações de informação no contexto da chamada sociedade global, que põe em cena dilemas, conflitos e paradoxos, sacudindo as cidades, redesenhando a geografia do mundo e desvelando aos nossos olhos a exacerbação da intolerância materializada em guerras civis e étnicas. Diante do processo mais amplo de desindustrialização, das novas modalidades de trabalho, precário e irregular,alguns desafios se impõem: como desenhar e direcionar políticas de informação que venham a dar conta de uma imensa massa de excluídos, desempregados, exilados, marginalizados? No plano coletivo, existiriam agenciamentos que viessem a dar conta das novas subjetividades coletivas e das múltiplas identidades em jogo? Diante desse globalismo, é preciso problematizar outros valores e colocar em...
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