Drogas e familia

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Drogas e Família
Vivemos em um mundo desumanizado, que gera e fomenta personalidades ‘doentes’. Os valores humanos, afetivos e espirituais, são deixados de lado e as substâncias estimulantes substituem os afetos essenciais à vida, gerando depressão em massa. Os tóxicos surgem como a solução ideal, disponível, trazendo alívio imediato.
As pesquisas e a realidade mostram que a maioria dosusuários / dependentes de drogas continua morando com sua família de origem, sendo, geralmente, sustentados pela mesma. Estabelecem-se padrões de relacionamento, com papéis e funções fixos: o usuário é o algoz e a família, a vítima, o que praticamente impossibilita a mudança das relações familiares, sem ajuda externa.
Um filho que escolhe a dependência química, escolhe não se tornar independente,portanto, não crescer nem se separar da família. Ele passa a depender cada vez mais da família e aglutina todos à sua volta. Por outro lado, a família tampouco precisa encarar as mudanças naturais em seu ciclo vital (saída do filho de casa, casamento, nascimento dos filhos, morte dos pais), já que a crise congela o tempo e desvia a atenção da família daquele momento de mudança e de situaçõespotencialmente dolorosas, que precisam ser revistas. A família, ao ter de cuidar do paciente referido, adia esse momento, seja temporária ou definitivamente. O preço a pagar é que a família se coloca como refém e vítima do usuário, vivendo a vida dele e em função dele, e, assim, ficam todos emaranhados e enredados, lidando com culpa e acusação mutuamente. Mas ninguém se separa, selando um pacto de morte paratodos os envolvidos.
O usuário fica obsessivo pela droga e a família pelo usuário. O desequilíbrio geral se estabelece e equipara todos os envolvidos. É uma situação onde não há ganhadores, todos perdem. O usuário chega a dizer, por exemplo: “Olha como vocês é que estão doentes; prefiro continuar bebendo a ficar sóbrio e nervoso como vocês”.
O problema, muitas vezes, começa na própria família,com drogas lícitas como o álcool, o cigarro, os medicamentos e outros produtos, que aparecem entre as principais causas de morte evitáveis.
O combate pode ser feito por várias ações: a repressão ao tráfico, a redução da produção e, principalmente, pela prevenção, reduzindo o consumo e evitando que as pessoas comecem a consumir. É a ação mais eficaz, sem dúvida, e pode ser praticada por todos nós.Cada família tem suas expectativas de conduta que vêm determinadas pelos princípios. Com muita freqüência são estes princípios que ajudam nossos filhos a decidir que não tomarão álcool nem outras drogas.
Os princípios sociais, familiares e religiosos são os que dão aos jovens os motivos para dizer “não” e os que os ajudam a manter sua decisão.
Drogas na Escola
Drogas na escola — um temacomplexo, perverso e presente. Por isso, mereceu uma palestra dentro das atividades pedagógicas promovidas pela 16ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, proferida pelo psiquiatra Ronaldo Laranjeira, diretor da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad), da Escola Paulista de Medicina. "Esse não é só um assunto restrito ao universo escolar. É um problema social que se estende à escola",afirmou o médico.
Sendo assim, Laranjeira enumerou as razões pelas quais o mercado das drogas e do álcool se propaga de maneira voraz no Brasil. "Nossa leis são insuficientes e frouxas; não há restrição de propagandas e vendas; não há campanhas preventivas permanentes e, finalmente, não há uma organização efetiva dos serviços para tratamento de dependentes químicos." Para Laranjeira, o assunto deve sertratado na escola com abordagem informativa e preventiva — mas professores não devem esperar que, com isso, seus alunos estejam livres do envolvimento com drogas.
Laranjeira cita fatos, alguns comprovados em pesquisas de campo realizadas pela Uniad. "Em outros países democráticos, são proibidas propagandas de cigarros e bebidas alcoólicas — geralmente, com apelos e mensagens subliminares de...
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