Reseña the international financial system, gilpin

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  • Publicado : 22 de agosto de 2012
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Resenha



Lucas Maciel



Robert Gilpin: “The international Financial System”,

em Global Political Economy – Understanding the International Economic Order



O artigo de Gilpin trata a questão da integração crescente – e consequente interdependência – entre as economias nacionais, em particular os mercados financeiros.

Apesar da grande enunciação da globalizaçãoeconômica como inevitável e avançada, como uma nova realidade incontestável, nos mais diversos âmbitos da sociedade – em especial a mídia e o conhecimento comum –, Gilpin ressalta que ainda não estamos numa situação tão incontestavelmente interdependente assim. Segundo o artigo, em termos relativos, o volume dos fluxos financeiros no início do século XXI ainda não é o mesmo daquele de fins do séculoXIX. Por exemplo, enquanto naquela época a Inglaterra, principal ator nos mercados internacionais e a grande liderança econômica, exportava de 5 a 10% de seu PNB (entre 1880 e 1913), o Japão, uma das economias que despontava entre os anos 80 e início dos 90 com grande investidora internacional, na verdade exportava entre 2 e 3% de seu PNB. E ainda, há o fato de que, enquanto naquela época osinvestimentos voltavam-se para infraestrutura, de auxílio ao desenvolvimento e retorno de longo prazo, hoje uma porção substancial dos fluxos financeiros internacionais são de curto prazo e altamente especulativos. Há, inclusive, controvérsia quanto à ideia de que tais investimentos realmente contribuem para o desenvolvimento econômico mundial.

Assim, o sistema financeiro internacionalcontinua a ser baseado nacionalmente e consiste, na verdade, em sistemas nacionais fortemente interconectados. Destaca-se, assim, o “home bias effect”: os investidores tendem a investir em suas próprias economias nacionais, ao invés de manter portfolios majoritariamente internacionais. Essa tendência, no entanto, é decrescente, mas fato é que o mundo ainda se caracteriza por mercados financeirosindubitavelmente nacionais.

Os fluxos financeiros crescentemente internacionais, de curto prazo, são considerados por muitos economistas como ameaçadores da estabilidade econômica global. Isso devido à liberdade de que os investidores dispõem, que permite ataques especulativos e comporamentos prejudiciais às economias. Dessa forma, deveriam ser regulados, na opinião desses autores, já que ascrises financeiras são recorrentes na economia internacional pós-guerra, especialmente a partir do fim dos anos 70: a crise da dívida externa dos países em desenvolvimento (fins dos anos 70 e anos 80); o colapso do Europpean Rate Mechanism (1992-1993), que fragmentou o movimento para a união monetária europeia então; e a crise mexicana (1994-1995). A maior delas, entretanto, foi a crise do SudesteAsiático, de 1997. A crise na região, considerada a mais robusta economicamente no mundo, teve efeitos de spill-over significativos no restante do mundo. Segundo o autor, é razoável dizer que essa crise resultou, ao menos em parte, da globalização e das tranformações nas finanças contemporâneas, a enormes investimentos de curto-prazo por bancos inernacionais e financiers, que fizeram esses países setornarem altamente vulneráveis a mudanças repentinas nas preferências dos investidores. Mais uma vez: a falta de regulamentação permite que o comportamento espontâneo dos investidores internacionais, que pode significar retirada massiva de capitais de uma determinada economia, tem um potencial significativo de causar danos às economias. Há, entretanto, outros fatores em jogo também, comopolíticas econômicas arriscadas adotadas pelos governos na tentativa de atrair capitais, sem levar em conta a “qualidade” desses capitais.

Gilpin questiona: se os atores econômicos são racionais, como os economistas assumem que são, como explicar a frequente irracionalidade mostrada nos mercados financeiros? Destaca-se a resposta incomum – e contestada pelos economistas mais tradicionais – de...
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