Supervisão do ensino das línguas

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Acção de Formação

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Maria de Fátima Neves Pais da Silva

Índice

1. Introdução 3
2. Porquê esta aula 5
3. Breve fundamentação teórica8
4. Esta aula , neste lugar 10
5. Conclusões 13
6. Referências bibliográficas 15
7. Anexos17
Grelha de observação
Registo da aula na página web da Escola Secundária António Sérgio
Planificação da aula
Materiais utilizados

Introdução

" O que eu penso é que os professores - o paradigma do cidadão útil e consciente de uma sociedade - são gente quenão protesta sem ter razões muito fortes para o fazer. Uma crise nesta área tem sempre qualquer coisa de suicidário . Não são agentes puramente patológicos de uma sociedade . São sintomas de que há uma crise do tipo de educação que temos. É verdade que tem sempre de existir um mínimo de crise ,porque , senão,significa que a educação não se está a pensar a si própria. Desde o Maio de 1968 que o lugardo ministro da Educação é o lugar mais terrível que [?]existe. Mas , entretanto , houve uma alteração da imagem do professo r, da sua figura , que também tem a ver com o trabalho que faz . Num destes dias , vi que 70% dos professores gostaria de abandonar o ensino , o que é uma tragédia. Não li nada mais triste do que isto . No meu tempo , ser professor era como ser actor de cinema , era qualquercoisa que justificava uma vida."
Eduardo Lourenço, in Visão nº 825 -25 a 31 Dezembro de 2008,pp. 31

A leitura deste texto provocou-me uma variedade de sentimentos – choque, nostalgia, desapontamento, admiração e tristeza. O homem que pensa Portugal pensou os professores. E da maneira mais directa, simples e , ao mesmo tempo, profunda. Sendo partidária da concepção do Ensino como Arte(Domingos Fernandes , 2008), senti-me chocada, nostálgica, desapontada, admirada e triste, porque constato que o que justificou a minha escolha para a vida e, não só em termos profissionais, está a ser empurrado para obscuros bastidores de uma ribalta que sempre gostei de pisar e que creio fazer com algum sucesso para o meu público supremo - os alunos, as telas humanas onde gosto de pintar, as pautasvazias onde gosto de compor sinfonias ou “Lieder” para que eles as interpretem com virtuosismo nos palcos da vida .
A situação em que muitos como eu se encontram, que nega todo um brio e um gosto neste ofício, já várias vezes me fez querer fazer parte da percentagem aterradora que Eduardo Lourenço refere e que o fere.
No entanto, canto“ ridi pagliaccio-vesti la giubba”1 , e passo a apresentar ummomento de reflexão sobre o meu trabalho , que , como todos , tem de ser pensado , visto , revisto e avaliado por mim e pelo outro para que seja cada vez melhor , tentando eu ignorar o boicote que as instituições ministeriais e outros intervenientes nas questões da educação / formação lhe fazem.

[?]in I Plagliacci- Ópera composta por Ruggero Leoncavallo
Porquê esta aula

O título que dei aesta breve reflexão demonstra a necessidade que senti de me observar e deixar observar num momento da minha prática lectiva e , tendo em grande conta , a actividade que exerço como cooperante da Faculdade de Letras do Porto , no acompanhamento de alunos do Curso de Mestrado em Ensino do Inglês e Alemão no 3ºciclo do Ensino Básico e Secundário .
O meu trabalho incide no ensino da Língua Alemã ,...
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