A teceira margem do rio -joão guimarães rosa

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  • Publicado : 8 de mayo de 2011
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Sumário

Introdução......................................................................................................................... 1
Desenvolvimento.............................................................................................................. 2Conclusão......................................................................................................................... 3
Bibliografia...................................................................................................................... 4

Introdução

Este trabalho vem apresentar o modernismo, na sua terceira fase, ressaltando como uns dos representantes o escritor João Guimarães Rosa, do qual citarei características de sua escrita, como o desejo de totalidade, interlocução, metamorfose,regionalismo, oralidade e intimismo. E analisarei o conto de sua autoria intitulado “ A Terceira margem Do Rio”

Desenvolvimento

O modernismo brasileiro possui três fases sendo a primeira de (1922-1930), a segunda de (1930-1945) e a terceira de (1945 até os dias de hoje). A terceira geração se subdivide em três tendências da escrita, as prosas, de abordagem psicológica, urbana e regionalista.A prosa regionalista ganha novas dimensões com Guimarães Rosa em sua recriação dos costumes e fala sertaneja, penetrando fundo no psicológico, preocupa-se em manter o enredo com o suspense e recria a própria língua através do aproveitamento de temas obsoletos. Inova criando neologismos e utilizando a oralidade de forma peculiar.
As estruturas narrativas se entrelaçam. Tudo se funde e seafasta e se junta de novo. Destacando-se os paradoxos realidade/mito, longe/perto, abstrato/concreto e a interlocução que é o envolvimento do leitor no texto, feito através de perguntas.
Foco minha analise em três pontos que visualizei no conto “A Terceira Margem do Rio” que são o imaginário, o simbólico e o real. Dentro desse foco o conto de Guimarães Rosa pode ser visto sob a função paterna ealgumas indagações sobre sua falência.
O pai abdica o lugar que é de propriedade paterna. Lugar esse que foi “ocupado” pela mãe. O essencial está na relação com o outro nas formas possíveis através da linguagem que deixa a desejar por não existir entre a família. Composta por pai, mãe, e três filhos, que não possuem nomes e são citados só pelo grau de parentesco. Particularmente um dos filhos (que éo narrador), deixa toda a bagagem da vida à margem do imaginário.
O que deveria ser profundo se torna superficial através do falimento provocado pelo que se espera simbolicamente de um pai e o que se recebe dentro da realidade e usando a interlocução o autor interroga o leitor forçando-o a reflexionar sobre suas atitudes e as atitudes dos outros, criando assim um abismo entre o real e oimaginário.
“Nem queria saber de nós; não tinha afeto”?
Mas, por afeto mesmo, de respeito, que às vezes me louvaram, por causa de algum meu bom procedimento, eu falava: Foi pai que um dia me ensinou a fazer assim ““... (Rosa 1908-1967, p. 80).

O filho que “viveu” toda sua vida zelando por um pai ausente e presente vai contra toda simbologia de pai que a vida oferece. A ausência e apresença simbolizam o imaginário e a realidade.
“Sendo que, se ele não se lembrava mais, nem queria saber da gente, por que, então, não subia ou descia o rio, para outras paragens, longe, no não - encontrável? Só ele soubesse”. (Rosa 1908-1967, p 80).

Sua vida não tinha sentido a não ser pelo desejo de entender os motivos da ausência do pai.
“Sou homem de tristes palavras. De que eu tinha tantaculpa? Se meu pai sempre fazendo ausência: e o rio-rio-rio, o rio pondo perpétuo”. (Rosa 1908-1967, p. 81).

O choque com a realidade ao perceber que só no imaginário tudo pode ser de acordo com as nossas vontades. Simbolicamente o que se espera é imposto pelo coletivo.
“Os parentes, vizinhos e conhecidos nossos,se reuniram,tomaram juntamente conselho. A estranheza dessa verdade deu para...
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