Os sertões de euclides da cunha

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1. INTRODUÇÃO
Os Sertões, publicado em 1902, foi escrito pelo engenheiro Euclides da Cunha na oportunidade de correspondente para o jornal O Estado de São Paulo, quando teve a função de cobrir a Guerra de Canudos no interior da Bahia. O livro relata os conflitos entre os nordestinos seguidores de Antônio Conselheiro contra os republicanos, homens do governo.
Mas além do relato, esta obra sedestaca pelo caráter de denúncia e o talento de seu autor em dramatizar o que seria apenas uma documentação histórica. Ele retrata uma realidade ignorada pela maioria e faz uma fiel descrição da dura vida no sertão nordestino.
O trabalho com a linguagem também é destaque nesta obra. Ao longo da obra, a impressão de poema épico é causada pelos vários decassílabos que abrem e fecham períodos(“Longos dias amargos dos vaqueiros”). A descrição também é outro recurso muito utilizado pelo autor e que também será explorado nesta análise.
A história se divide em três grandes partes que se subdividem. São as grandes: A terra, O homem e A Luta. Como recorte, trabalharemos com a primeira parte das três. Onde está retratado o cenário onde ocorre a guerra, e no qual estão caracterizados o relevo, osolo, a fauna, a flora e o clima da região nordestina.
E para tal análise, usaremos o conceito de descrição de Massaud Moisés e artigos que exploram as questões geográficas e geológicas na obra, pois são os temas desta parte do livro.

2. A DESCRIÇÃO EM “OS SERTÕES”
A obra como um todo é obtida por meio de descrição, e mais ainda quando se fala da “Terra”. Há uma riqueza de detalhes,representada por alguém que vê. Neste caso, relatado veridicamente por Euclides da Cunha, um fato da história do Brasil, mais precisamente da região Nordeste do país. Mas, o que vem a ser descrição? De acordo com o Dicionário de Termos literários:
Descrição – Latim descriphone (m), figura, representação, cópia; describere, escrever conforme o original, copiar, transcrever.
Também, no Dicionário deTermos Literários, a descrição é tida como a...
Enumeração dos caracteres próprios dos seres, animados ou inanimados, e coisas, cenários, ambientes e costumes sociais; de ruídos, odores, sabores e impressões tácteis. Envolve sempre a imobilidade do objeto pormenorizado, “fora de qualquer acontecimento e mesmo de qualquer dimensão temporal” (Gérard Génette, “Fronteiras da Narrativa”, in Análiseestrutural da Narrativa, de Roland Barthes et ali. tr. bras, 1971, p.264).
Pode ser idealista quando a fantasia do escritor embeleza a coisa ou ser descrito, ou realista, quando busca o máximo de fidelidade na transposição, Quando enérgica e palpitante, a velha retórica denominava-a hipotipose; quando prolixa e frouxa, diatipose. Às vezes, todavia, se empregam os dois vocábulos como sinônimos. Econforme a natureza do objeto, a descrição classifica-se em topografia (refere-se á paisagem natural, a uma localidade, urbana, campesina) etc. prosografia (concentra-se nos aspectos anteriores de uma personagem), cronografia (detém-se nas circunstâncias do passar do tempo) refletido nas coisas da natureza: nuvens, o pôr do sol, etc.), etopéia (converge para a discriminação de hábitos e costumes depersonagens), descrição psicológica ( fixa os conteúdos de chamado ‘fluxo de consciência” [stream of consciousness]) (p.140)
[...]Não raro, as várias espécies de descrição se mesclam entre si, ou aparecem fundidas com outros recursos expressivos. (p.141).

Assim, fica estabelecida a maneira como o autor vai criando toda a paisagem daquele local. Palavra por palavra, ele vai transcrevendo a Terra,com suas dificuldades em ser próspera, em ser provedora de vida e esperança. Mas, também copia com clareza cada característica estrutural daquela região, com suas belezas e particularidades, mostrando a grandiosidade do sertão.
As condições estruturais da terra lá se vincularam à violência máxima dos agentes exteriores para o desenho de relevos estupendos. O regime torrencial dos climas...
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