Relaciones comerciales entre brasil y américa central

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1. Dificuldades para a realização do comércio

A América Central nunca foi um parceiro comercial de relevância para o Brasil, desde o estabelecimento das relações diplomáticas com esta região em 1906, esta nunca foi tratada como um parceiro com grande potencial que pudesse auxiliar de forma decisiva no crescimento econômico do Brasil.
A afirmação de que os países da América Central semprerepresentaram uma pequena parcela das relações comerciais brasileiras se dá por diversos motivos de fácil entendimento listados a seguir: distâncias geográficas; inexistência ou precariedade dos meios de transporte e comunicação; a vinculação excessiva das colônias com suas metrópoles; a escassez de informação mútua sobre a história, a geografia, a economia, a política e as cultura de modo geral; aausência por muito tempo de aproximação com Ministros residentes nos respectivos países; a diferença de idioma; o persistente superávit da balança comercial em favor do Brasil, entre outros fatores. Além dos argumentos acima citados falta talvez o mais importante, a similaridade dos produtos exportados por ambos, ou seja, tanto o Brasil como os países da América Central são especializados naprodução de produtos primários, como por exemplo: algodão, açúcar, banana, café, carne, etc. Sendo assim, eles acabam por se tornar concorrentes ao invés de parceiros, impossibilitando o aumento de acordos comerciais benéficos a todos.
Em contrapartida aos obstáculos para o estreitamento das relações econômicas entres esses atores, em alguns momentos da história eles se reuniram para buscar uma maioraproximação, fortalecer a conceito de solidariedade interamericana, fortalecer o respaldo a participação ativa das partes nos foros multilaterais (ONU, OEA, Cecla, etc.), criação de Comissões Mistas, entre outros. Em 1983 assinaram cinco Declarações Conjuntas onde no âmbito econômico abordaram principalmente a necessidade de insistir ante os países industrializados em prol da implementação de sistemasde preferências generalizados não recíprocos nem discriminatórios em favor dos países em desenvolvimento; o reconhecimento dos direitos do mar; a proteção dos preços de produtos básicos (açúcar, algodão, etc.); a intensificação das relações comerciais entre os países membros do Mercado Comum Centro-Americano (MCCA) e da Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC); o apoio financeiropara a importação de produtos brasileiros – mediante a abertura de linhas de crédito por um valor de US$1 milhão para cada um dos países da América Central; a inauguração de linhas de transporte marítimo; entre outros pontos.
O objetivo brasileiro nessa aproximação com a América Central foi, além de consolidar sua presença em mercados poucos explorados, promover o crescimento econômico e construirum espaço para alcançar objetivos particulares.
2. Exportação de armas para a América Central:

Como o Brasil e os países da América Central (principalmente Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica) possuem uma característica de produção muito parecida (produtos primários), o Brasil decidiu por buscar a exportação de material de uso militar de fabricação brasileira para estaregião como uma forma alternativa de aumentar os lucros. No entanto, o comércio internacional de armas não é simples como o de produtos básicos, esse tipo de transação implica em relevantes consequências políticas, econômicas e estratégicas, especialmente quando se trata de transferências para países em conflito interno ou regional, como é o caso desta região. Os negócios de armas bélicas com aAmérica Central iniciaram-se em meados de 1977, quando o Brasil estava por se tornar um dos dez maiores fornecedores do mundo. Sendo assim, segundo o Chanceler Antônio Francisco de Azevedo, “as exportações de material de emprego militar destinado a países em atrito implicam responsabilidade política irrecusável do governo do país exportador, em virtude de suas conseqüências no relacionamento...
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