Sociologia - angela alonso

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Reformulações das teorias dos MS pós anos 90 – Ângela Alonso
As teorias debatidas até então (TMR, TNMS e TPP) ficaram em debate até o começo dos 80. A partir daí, começou uma briga entre suas concepções, no que se chama debate Identidade X Estratégia.
Craig Calhoun afirma que a TNMS se equivoca ao ver que as características apresentadas por elas como inovadoras já estão nos MS desde o séculoXIX. A ênfase economicista anterior é que teria os impedido de ver a diversidade de atores e de aspectos culturais e simbólicos desses MS. Outros continuaram a atacar a diferença entre “novos” e “velhos”, dizendo que em qualquer momento eles combinam demandas materiais e simbólicas. Outros vêm criticar a TNSM por negligenciar a relação dos MS com a dinâmica politico-institucional, além de terconceito de identidade muito vago – fato, ou filosófico ou concreto, ou grupo ou individual!
Jean Cohen acopla TPP e TMR como o “paradigma da mobilização de recursos” – objetivistas, utilitaristas, com foco em interesses e estratégia -, o contrapondo ao “paradigma orientado para a identidade” – subjetivistas, atentam para intencionalidade, valores e identidades dos agentes mobilizados. Ele simpatizacom o segundo e critica o primeiro, dizendo ser inábil em lidar com subjetividades e valores envolvidos nas mobilizações. Outros vão criticar a TPP devido à estrutura de oportunidade política, por ser pouco explicativa.
Postas as críticas de todos os lados, vem o armistício. Do lado da TNMS, Melucci diz que os americanos eram hábeis em lidar com racionalidade e lógica da ação dos MS, assimilandoestratégias e recursos aos seus entendimentos. Do outro lado, a TPP admite ser insuficiente na abordagem da cultura e adota a “identidade coletiva” da TNMS, dando a ela o entendimento de processos contínuos de formação de fronteiras entre grupos sociais. A TMR perde força ao longo do debate, buscando incorporar cada vez mais a cultura em sua construção.
Surge uma convergência entre todos! MS NÃOSURGIRIAM PELA SIMPLES PRESENÇA DE DESIGUALDADE, NEM RESULTARIAM DE CÁLCULOS DE VALORES. Elas envolveriam tanto ações estratégicas quanto formações de solidariedades e identidades coletivas.
Em suma, as TMS desviaram a atenção dos processos e estruturas macro, os que causam mobilização, e foram para os meso, influenciados por Melucci, de construção de teias de interdependência social que lhe dãoforma. Foi vendo a adoção generalizada da noção de redes sociais para descrevê-lo. MS seriam uma estruturação policêntrica, frouxa, de contornos ambíguos, englobando conexões formais e informais – Melucci ganha a queda de braço!
Diani representa bem o que foi essa conciliação. Diz ele: “MS são redes de interações informais entre um monte de indivíduos, grupos ou organizações, engajadas emconflitos políticos ou culturais, com base em identidades coletivas compartilhadas”.
Os anos 90 assistiram sínteses conceituais e abordagens integradas, tentando conjugar o estudo das praticas de mobilização e códigos culturais que as orientam e focalizando experiências peculiares de produção de sentidos e identidades coletivas. O pêndulo se desloca da estrutura para a cultura, de vez!
No século XXIfez novos problemas surgirem. Depois da bonança teórica, veio o rebote empírico. Os temas de ativismo atravessam fronteiras, se tornam globais, podendo atingir até OIs. O Estado deixa de ser o antagonista principal. O ativismo se profissionalizou, MS se burocratizaram, viraram partidos, ONGs ou prestam serviços estatais. Os temas são multi-issue, com pautas pós-materiais linkadas a questõesculturais e de identidade. O 11 de setembro acaba com o protesto pacífico, gerando mobilizações violentas e policentricas, como maior candidato o terrorismo.
Tudo isso obrigaram as teorias se remodelarem. TNMS vão buscar explicar globalização. A mobilização agora visaria a produção e circulação de conhecimento dentro e fora do Estado, usando as ideias de Melucci, buscando sua democratização. Castells...
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