2011: O ano das surpresas

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INFORMATIVO MENSAL
Dezembro2011

2011: o ano das surpresas
Ufa, 2011 acabou! Chega ao fim o ano que ficará marcado na história por mudanças inesperadas. Muitos conceitos tiveram que ser revistos e as bases políticas e econômicas de vários países sofreram grandes abalos. O ano começou com o que muitos acreditavam ser impossível: a população de países ricos em petróleo do Oriente Médio e norteda África, como Egito, Líbia, Iêmen e Síria, antes dominados por líderes absolutistas, se uniu em movimentos pró-democracia, dando início à chamada “Primavera Árabe”. Em alguns casos as revoltas conseguiram derrubar governos ditatoriais. Já na Europa, assolada por greves e pela crise da dívida soberana, embora manifestações também tenham feito parte do calendário, as mudanças nos governos se deramatravés das urnas ou de renúncias. Insatisfeitos com a condução de seus países, gregos, portugueses, italianos e espanhóis elegeram políticos de direita para acertarem as contas e recolocarem os países na rota do desenvolvimento. No meio do furacão, as nações da União Europeia estabeleceram um novo tratado com o objetivo de constituir uma maior união fiscal entre os integrantes do bloco,abdicando de poderes sobre seus próprios orçamentos. Todos se comprometeram a manter seus déficits abaixo de 0,5% do PIB e o Tribunal Europeu de Justiça irá atuar para garantir um controle efetivo da dívida, bem como determinar punições automáticas por desobediência. Nos EUA, o inimaginável quase aconteceu. O risco do não pagamento da dívida provocou um grande desgaste na maior economia do mundo. Apósintensas negociações entre republicanos e democratas o teto da dívida foi elevado em um complexo acordo. Entretanto, ao final, o país, antes considerado o mais seguro do mundo para investir, teve sua nota de risco reduzida pela agência Standard & Poor’s, pela primeira vez na história. Em meio ao jogo de empurra dos políticos e à vinda de uma grande crise imobiliária e de crédito, a economia americananão deu sinais de uma recuperação consistente. Parece que o único motivo de comemoração em 2011 por parte dos americanos foi a captura de Osama Bin Laden, quando os atentados de 11 de setembro completariam dez anos, nada mais simbólico. No Brasil, Dilma encerrou o primeiro ano de seu governo com popularidade superior a Lula. O afastamento de ministros, acusados de favorecimentos ou corrupção,demonstrou o estilo firme da primeira mulher presidente do país. Além disso, o compromisso com um controle rígido da política fiscal (gastos do governo), bem como iniciativas em defesa de uma maior profissionalização na gestão pública, geraram expectativas de boas ações nos próximos anos. No campo econômico, o Brasil sofreu uma desaceleração, abrindo espaço para o Banco Central iniciar um processo deafrouxamento monetário com redução da Taxa Selic para 11%. Na Ásia, o crescimento econômico da China, segunda maior economia do mundo, perdeu força à medida que a economia mundial titubeou, levando o governo a criar restrições ao mercado imobiliário para esfriar a especulação e a inflação. O objetivo do partido comunista é provocar uma desaceleração controlada daqui em diante. Em meio àsturbulências econômicas mundiais e às revoltas populares, o Japão sofreu um duro golpe da natureza. No dia 11 de março, o país foi atingido por um terremoto de 8,9 graus seguido por um tsunami que devastou boa parte da terra do sol nascente. Um grande revés para uma economia que sofre há anos com a estagnação. Já em Cuba, foram anunciadas mudanças pelo regime castrista em direção ao Capitalismo, o queacabou sendo ofuscado pelos inúmeros acontecimentos de 2011. O ano acabou com a morte do líder comunista da Coréia do Norte, Kim Jong-il, conhecido por seus inve st imentos em armament os nucleares, e a passagem do poder para as mãos do inexperiente filho mais novo, Kim Jong-eun, o que causou ainda mais apreensão. Nesse cenário, as Bolsas de todo o mundo não resistiram. No Brasil a bolsa caiu 18%,...
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