Filosofia griega

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SÓFOCLES

TRAGEDIAS
ÁYAX • A N T Í G O N A EDIPO REY • E L E C T R A EDIPO EN C O L O N O

INTRODUCCIONES DE JORGE BERGUA CAVERO TRADUCCIÓN Y NOTAS DE ASSELA A L A M I L L O

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BIBLIOTECA BÁSICA GREDOS

ANTÍGONA

PERSONAJES

ANTÍGONA. ISMENE.

CORO ele ancinnus lebanos.
C'REONTE. GUARDIAN.

IlEMÓN.
I MUSIAS. MENSAJERO. EURÍDICE. Otro MENSAJERO.

(La escena tiene lugardelante del palacio real de Tebas. Primeras luces de madrugada. Salen de palacio Antígona y su hermana Ismene.) A N T Í G O N A . — ¡Oh Ismene, m i p r o p i a h e r m a n a , de m i m i s m a sangre!, ¿ a c a s o sabes cuál de las desdichas que nos vienen de E d i p o va a dejar de c u m p l i r Zeus en nosotras m i e n t r a s a ú n estemos vivas? Nada doloroso n i sin desgracia, vergonzoso n ideshonroso existe s que yo no haya visto e n t r e tus males y los m í o s . Y ahora, ¿ q u é edicto es é s t e que dicen que acaba de p u b l i car el general para la ciudad entera? ¿ H a s o í d o t ú algo y sabes de q u é trata? ¿ 0 es que no te das cuenta de que c o n t r a nuestros seres queridos se acercan des- 10 gracias p r o p i a s de enemigos?
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I S M E N E . — A m í , A n t í g o n a ,ninguna n o t i c i a de los nuestros, n i agradable n i penosa, me ha llegado desde que ambas hemos sido privadas de nuestros dos hermanos, m u e r t o s los dos en un solo d í a p o r una a c c i ó n r e c í p r o c a . Desde que se ha ido el e j é r c i t o de los Argi- is vos, en la noche que ha pasado, nada nuevo sé que pueda hacerme n i m á s a f o r t u n a d a ni m á s desgraciada.ANTÍGONA. — Bien lo s a b í a . Y, por ello, te he sacado fuera de las puertas de palacio para que sólo t ú me oigas. Se refiere a Creonle y señala una de las más importantes actividades del jcíe del estado, la de general del ejército. Por otra parte, en poesía se utiliza, a veces, el término ¡tratos significando demos ( E S Q U I L O , Euménidcs 566).
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TRAGEDIAS

ANTÍGONA

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taISMENE. — ¿ Q u é ocurre? Es evidente que e s t á s meditando alguna r e s o l u c i ó n . ANTÍGONA. — Pues, ¿ n o ha considerado Creonte a nuestros hermanos, a l uno digno de e n t e r r a m i e n t o y al o t r o i n d i g n o ? A Eteocles, s e g ú n dicen, p o r considerarle merecedor de ser tratado c o n j u s t i c i a y s e g ú n la

ISUENE, — ¿ E s que proyectas e n t e r r a r l o , siendoalgo p r o h i b i d o para la ciudad? ANTÍCONA. — Pero es m i h e r m a n o y el tuyo, aunque «í tú no quieras. Y, ciertamente, no voy a ser cogida en delito de t r a i c i ó n . ISMENE. — ¡Oh temeraria! p r o h i b i d o Creonte? ¿A pesar de que lo ha

a costumbre, lo s e p u l t ó bajo tierra a fin de que resultara honrado p o r los m u e r t o s de allí abajo. En cuanto al c a d á v e r dePolinices, m u e r t o miserablemente, dicen que, en u n edicto a los ciudadanos, ha hecho p u b l i c a r que nadie le d é sepultura n i le l l o r e , y que le dejen sin lamentos, sin e n t e r r a m i e n t o , c o m o grato tesoro para » las aves rapaces que avizoran p o r la s a t i s f a c c i ó n de cebarse. Dicen que con tales decretos nos obliga el buen Creonte a t i y a m í — s í , t a mb i é n a m í — y que viene hacia a q u í para a n u n c i a r l o claramente a quienes no lo JS sepan. Que el asunto no lo considera de poca i m p o r tancia; antes bien, que e s t á p r e s c r i t o que quien haga algo de esto reciba m u e r t e por l a p i d a c i ó n p ú b l i c a en la ciudad. Así e s t á n las rosas, y p o d r á s m o s t r a r p r o n t o si eres por naturaleza biennacida, o si, aunque de noble linaje, eres cobarde. ISMENE. — ¿ Q u é ventaja p o d r í a sacar yo, oh desdi«o chada, haga lo que haga *, si las cosas e s t á n así? ANTÍGONA. — Piensa si quieres c o l a b o r a r y trabajar conmigo. I S U E N E . — ¿ E n q u é arriesgada tás tramando? empresa? ¿ Q u é es-

ANTÍGONA. — N o le es posible separarme de los m í o s . ISUENE. — ¡Ay de m í ! A c u é r d...
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